Capítulo dedicado a Patrícia Carvalho Ritter. Valeu o apoio!!
Nos Braços Dele...
A barraca de Sir Alister era
muito mais simples que a do rapaz acidentado mesmo assim era confortável. Em
seu centro ficava uma cama de peles bem fornida e um baú, não tinha tapetes
caros ou luxo. Severo achou-a muito digna e ficou satisfeito de ter onde
dormir. Sabia que o cavalheiro só havia lhes cedido a sua barraca por causa de
Hermione, por ela ser uma mulher não poderia dividir o espaço com mais ninguém
a não ser com o seu marido. “Tanto melhor para ele!” pensou.
Hermione sentou na beira da cama
e se jogou para trás – Eu não disse que as coisas iam se acertar de um jeito ou
de outro?
Severo, no entanto não estava tão
certo disso. – Sim... Tudo arrumado! Você conta uma mentira insustentável, fala
que sou medico coisa que nem de longe posso dizer que sou, nem mesmo medibruxo!
– se interrompeu um minuto virando-se de costas continuou - De onde você tirou
essa ideia? Sabe que isso pode nos meter em confusão. Consertar um osso
quebrado vá lá, mas e se aparecer uma doença de verdade? Eu não saberei o que
fazer.
A bruxa sorriu para as costas
dele deitada na cama com os dois braços para cima. – Nem você e nem eles tão
pouco. – o bruxo a encarou - Severo, estamos na idade m~edia, essa gente acha
que tomar arsênio cura sífilis, qualquer coisa que a gente saiba sobre o
assunto é muito mais que eles. Não existem universidades na Inglaterra ainda, e
se eu não me engano só existe uma faculdade de medicina em toda a Europa nessa
altura da historia e fica em Salermo na Itália, o que é muito longe da Inglaterra
para os padrões da idade média. Não sei se você sabe, mas, os médicos daqui, na
verdade, são pessoas que conhecem ervas e substâncias medicinais e como
usa-las, e às vezes muito mau, diga-se de passagem, quem cuida dos enfermos são
os padre e freiras, mesmo assim eles não fazem operações ou cuidam de feridas
abertas, isso quem faz é o ferreiro local que cauteriza os cortes com ferro
quente para não infeccionarem. Acho que se paramos para pensar você
provavelmente conhece mais de ervas e misturas medicinais do que esses médicos
daqui possam sonhar em saber.
Severo passou a mão sobre os
cabelos que já estavam oleosos. – Você é mesmo uma sabe-tudo insuportável, além
de decorar os livros de magia também decora os livros trouxas. – Hermione fez
uma cara feia para ele, mas logo notou que nos olhos de Snape não existia
escárnio e sim admiração o que a fez sentir um tanto orgulhosa. Seu marido
continuou a falar – Imagino que tenha passado muito tempo com o Potter para ter
tanta cara de pau e mentir assim, - ele estava muito sério - Tudo bem. Tenho
que concordar com você que nós sabemos mais que os médicos daqui, e que eu sei
muito sobre ervas e posso fazer muito mais com a minha varinha do que um
chazinho reconfortante, mas pense... Nós estamos no meio de trouxas e isso é
potencialmente perigoso, se fizermos um feitiço e eles virem poderemos ir para
na fogueira ou pior no ministério da magia.
- Severo você tem que rever sua
lista de prioridades, achar o ministério pior que a fogueira! – Assim que acabou
de falar deu uma risada lembrando-se de que Ron há acusou da mesma coisa em seu
primeiro ano em Hogwarts. O bruxo fechou a cara. Não gostava de ser motivo de
risos de ninguém, muito menos de sua esposa. A bruxa notando a situação segurou
o riso, e ajoelhando-se na cama pegou a mão do marido.
- Não fique assim, não estou
rindo de você e sim por que notei que de certa forma somos parecidos. –
explicou para ele sua lembrança achando que dessa forma ele ficaria menos
chateado, mas o que ocorreu foi o contrario.
- Não compare as peraltices que
você e aqueles dois indisciplinados faziam no colégio com o que estou lhe
dizendo. Para fugir da fogueira basta aparatar antes do fogo, tudo se resolve
com um aceno de varinha. Agora o ministério pode acabar com a sua vida de
verdade.
Hermione ficou séria e soltou a
mão do homem, sentou sobre as pernas e o encarou. – Teremos cuidado.
Pela primeira vez aquela noite
Severo sorriu sinceramente, ele estava encantando com a forma como sua menina
via a vida, era a doce certeza da juventude estapeando o seu ceticismo
cultivado em muitos anos de desesperança. Ela era como uma lufada de vento
primaveril em seu inverno perene.
Sentou na cama ao lado dela se
permitindo relaxar um pouco e deixar as coisas acontecerem sem planos pelo
menos por aquela noite, eles tinham um teto e uma cama e existiam coisas muito
melhores para se fazer numa situação dessas do que ficar pensando em como tudo
podia dar incrivelmente errado.
Severo começou a se despir,
primeiro o cinturão o colocando ao lado da cama, depois as botas, as calças
colantes e por ultimo a túnica e a camisa que saíram de uma vez só. Para então enfiar-se rapidamente sob as
cobertas.
Hermione olhava o espetáculo
sentindo um arrepio percorrer todo o seu corpo, ela não entendia como de uma
hora para outra tinha desenvolvido um desejo tão enlouquecido por seu
ex-professor, Em momento algum em todos aqueles anos de convívio havia notado
nada nele, com um sorrisinho pensou que isso se devia a nunca tê-lo visto sem
aquelas roupas pretas todas, por que nu ele era impressionante, tinha a pele
branca como alabastro, músculos bem demarcados e fortes, os pelos negros de seu
peito e abdômen eram macios e sensuais, ele todo parecia exalar um encanto que
ela achava que propositalmente ele escondia com toda aquela roupa sisuda.
Sentiu certo contentamento em pensar que ele nunca se mostrava para ninguém,
por que se o fizesse provavelmente ela morreria de ciúmes o tempo todo.
Snape levantou a ponta da coberta
em um convite para que ela se juntasse a ele, outro arrepio percorreu o corpo
da jovem quando ela previu o que ia acontecer, a bruxa sentiu imediatamente a
excitação tomar conta e seu rosto ficar irremediavelmente ruborizado. Tirou a
roupa o mais rápido que conseguiu e se juntou a ele. O abraçou colando todo seu
corpo ao dele.
Muito mais tarde, quando a
madrugada já ia alta e o frio da noite começava a entrar na barraca. Hermione
continuava acordada, ela se sentia aquecida nos braços de Severo e embalada
pela respiração compassada do sono do seu homem, apesar do delicioso conforto
sua cabeça não a deixava dormir, ela estava pensando sobre seu relacionamento
com Severo, não só sobre o desejo que sentia, mas sim sobre os sentimentos que
estava tendo por aquele homem, era algo diferente de tudo que já havia sentido.
Ela achava que estava apaixonada por ele, que não era só uma coisa física, isso
a preocupou muito, afinal sabia que ele não sentia a mesma coisa, imaginava que
ele devia gostar dela, e com certeza a desejava com tanta ou mais força do que
ela a ele, no entanto, tinha medo de se apaixonar de mais e não ser
correspondida nunca.
Ela sabia que Severo amou a mãe do
Harry e que nunca a esquecera. A bruxa se perguntava se um dia ele a amaria, se
ele poderia esquecer a Liliam ou se esta seria sempre o seu amor de verdade e
sobraria para si mesma o papel de esposa apreciada, mais não amada. Ela
definitivamente não queria isso, ficou parte da noite pensando se conseguiria
viver com essa incerteza para sempre, amando nesse relacionamento o suficiente
para os dois e sendo feliz com o que a vida lhe dava. A bruxinha sentiu uma lágrima
rolar por seu rosto e a enxugou rapidamente, e respirando fundo disse a si
mesma que não tinha motivos para chorar, pois era ela que estava nos braços
dele. E depois de chegar a esta conclusão adormeceu.
Severo acordou com um barulho
estrondoso de cavalos em marcha fora da barraca, ficou imaginando o que havia
acontecido, Hermione ainda dormia e o barulho não parecia incomodá-la.
Levanto-se lentamente para não a acordar e foi se vestir, lavou o rosto em uma
tina de água que estava sobre o baú. Imaginou que devia estar com uma aparência
descuidada, barba por fazer e o seu cabelo estava pingando óleo. Definitivamente
ele achou que precisava de um banho, não podia usar magia para melhorar sua
aparência por que as pessoas notariam, afinal, a aparência que ele ostentava
era a esperada de alguém que passou a noite em uma barraca no meio do nada.
Assim que se sentiu um pouco
apresentável saiu da barraca para ver o que estava havendo, mal pôs o pé para
fora Sir Alister veio ter com ele muito animado.
- Senhor Prince, estou realmente
impressionado com o seu conhecimento da medicina, o rapaz está outro, acordou
com fome se alimentou e disse não sentir dor alguma, mandei hoje bem cedo,
assim que ele se mostrou disposto, um mensageiro ao castelo para o Duque avisando
que tudo estava bem, e pedindo que mandasse uma carruagem para que o transportemos
em segurança, espero não ter me adiantando e o senhor achar que ele deve ficar
mais tempo aqui – Severo disse que não se importava que eles partissem o quanto
antes e satisfeito o cavalheiro continuou – também tomei a liberdade de pedir
um cavalo para o senhor nos acompanhar até o castelo, sua senhora pode ir na
carruagem com o jovem senhor.
Severo ficou contente que iam
embora mais não gostou de imaginar Hermione longe dele sozinha com um rapaz em
uma carruagem, ele preferia levá-la na garupa, no entanto o bruxo não ignorava
que ela tinha morrido de medo na outra cavalgada e achava que sua esposa
optaria de bom grado pela carruagem. Esperava estar errado.
Hermione saiu da barraca uma meia
hora depois de Severo, à noite mal dormida tinha cobrado seu preço e ela estava
muito cansada, tudo que a jovem queria era alguma comida quente. Seguiu em
direção aonde viu seu marido à beira de uma fogueira sentou-se ao lado dele e
percebeu que Snape interrompeu sua conversa com Sir Alister sobre o castelo e o
duque, lhe pareceu que ele estava sondando o terreno, o que ela achou muito
útil. Assim que se sentou Severo lhe ofereceu uma xícara de chá e um pedaço de
pão com queijo.
Essa não era a refeição que ela
gostaria, queria um bom pedaço de bacon com ovo e uma xícara gigante de café,
mas aceitou de bom grado, ela sabia que tinha frango na sacola de Severo, mas
entendia que eles não podiam comer na frente dos trouxas, seria estranho: Tanta
comida dentro de uma sacola tão pequena e, além disso, poderiam ter que dividir
com todos os homens do acampamento o que os deixaria em má situação se fossem
continuar a viagem.
Sir Alister contou a Hermione
sobre a melhora do rapaz e que eles tinham ido vê-lo durante há ultima meia
hora. Falou também da viagem mais tarde para o castelo do duque, contou do
cavalo para Severo e da carruagem que ela poderia usar. A bruxa ficou contente
e perguntou:
- Quanto tempo demora a viagem
até o castelo? – Sir Alister respondeu:
- Umas 4 horas. Isso por que
vamos parando para descansar, um cavaleiro sozinho sem paradas faz o caminho em
duas horas.
Hermione sentiu um arrepio, essa
aventura não seria fácil, ficar na garupa de Severo tanto tempo acabaria com
seus nervos, achou que preferiria a carruagem que lhe foi oferecida.
Assim que acabaram Severo quis ir
ver o rapaz que agora ele sabia que era o filho mais velho do duque e usava o
titulo de conde de Haven. Sir Alister pelo visto não queria contar a eles quem
era o rapaz por medo do tipo de recompensa que o médico poderia pedir por
alguém tão importante, no entanto Severo leu na mente do cavalheiro tudo que
queria saber sobre o Duque e achou que o homem tinha o nobre em grande estima o
que o animou. Esperava que sua graça fosse pródigo em recompensá-lo, ele
adoraria um bom dinheiro para chegar a Londres confortavelmente.
Uma hora depois Hermione e Severo
se arrumavam dentro da barraca para partirem, os cavalos e a carruagem estavam à
espera dos dois quando ela perguntou:
- Severo, como você aprendeu a
cavalgar?
O bruxo de negro, que se lavava
com a água da bacia, respondeu enquanto enxugava o rosto:
- Eu aprendi por causa do meu
pai, ele começou a trabalhar como tratador de cavalos no jockey club quando eu
tinha uns nove anos.
- Sempre achei que ele
trabalhasse na fiação perto da sua casa.
Severo sorriu irônico – Ele
trabalhou lá sim, até sofrer um acidente e perder parte de um dedo da mão. –
Vendo a cara de pena de Hermione ele completou – Não fique assim não, ele
procurou, foi trabalhar totalmente bêbado, o que por acaso era seu estado
natural. – disse irônico. - Depois disso a fiação o aposentou e lhe deram a
casa como indenização, como ele precisava trabalhar e poucos empregos aceitam
um homem sem um dedo acabou cuidando de cavalos.
Hermione ouvia a tudo atenta e
seu marido continuou com um olhar perdido no passado:
– Para mim foi a melhor coisa do mundo, nós
éramos tão pobres que eu não tinha brinquedos e nada dessas coisas, os cavalos
eram como um sonho, um brinquedo gigante e mágico na minha vida sem fantasias. Meu
pai me levava todo dia para trabalhar com ele, eu ficava correndo pelas baias,
sempre sozinho, até que um dia um jóquei mais velho me parou e perguntou se eu
queria montar um dos cavalos, eu adorei a ideia, apesar de estar com medo não o
deixei perceber. A primeira vez que montei foi paixão imediata, parecia que eu
tinha nascido para aquilo, em pouco tempo eu estava ajudando o velho jóquei a
exercitar os cavalos todos os dias e ele me dava algum dinheiro para isso. Nem
precisava na verdade por que para mim era pura diversão. Passei os próximos
dois anos inteiros cavalgando até que fiz onze anos e fui para Hogwarts. Depois
só podia ir ao jockey nas férias isso durou até quando fiz treze anos e meu pai
morreu do coração. O velho jóquei, apesar de ficar com muita pena de mim e
dizer que sentiria muito a minha falta avisou que eu não poderia mais trabalhar
com ele agora que meu pai não estava mais lá por que eu não tinha idade para
ser empregado do Jockey e foi assim que e eu perdi meu brinquedo. Só não foi
pior por que nessa época eu já tinha uma vassoura e jogava quadribol para Sonserina.
Hermione ficou assombrada, ela ficou
pensando o quão pouco os alunos conheciam Snape na escola, como eles o julgavam
sem ao menos saber quem ele era de verdade, ficou imaginando um Severo criança
rindo sobre um cavalo vestindo uma roupa colorida de verde e branca, A bruxa deve
ter feito uma cara de boba muito explicita porque Severo riu dela e falou:
- Realmente vocês não me conhecem
nada. E eu não me vestia de jóquei usava minhas próprias roupas.
Hermione piscou algumas vezes
para entender o que ele tinha dito e ficou furiosa:
- Severo, nunca... Nunca leia a
minha mente entendeu? Se você fizer isso de novo eu não respondo por mim.
O bruxo de negro gargalhou: - Sim
senhora. Fico tremendo só de pensar as coisas terríveis que você poderia fazer
comigo.
- Acho que o seu medo deveria ser
das coisas que eu posso não fazer com você.
O bruxo entendendo bem a ameaça
retrucou:
– Posso achar quem faça.
Aquilo feriu Hermione de uma
forma que Severo não esperava, o que o intrigou, por que tanto drama ele estava
só brincando com ela. O bruxo se sentiu muito mal ao ver a luz do divertimento
se apagar do rosto de sua esposa que se levantou para pegar a bolsa e ficou de
pé de costas para ele. O homem supôs que ela estivesse tentando esconder as
lagrimas, e meio desesperado por ter causado aquilo correu e a abraçou por trás
a trazendo de encontro a seu peito e falando no ouvido dela:
- Eu estava brincando sua boba,
eu não quero nenhuma outra mulher na minha cama.
Hermione virou-se nos braços dele
e falou:
- Se um dia você descobrir que
não me quer mais promete me contar e eu o deixo livre só nunca me traia, eu não
saberia superar isso.
Severo se assustou com o modo que
ela falou, por que ela estava tão insegura da permanência dele junto a ela? Será
possível que ela estava com medo de perdê-lo? Ele jurou a si mesmo que iria descobrir
o que a levou a ter esse temor, nem que para isso tivesse que ler a mente dela
de novo, só que dessa vez seria mais discreto.
Ele a puxou para mais junto de si
e a beijou muito lentamente, quando já estavam totalmente perdidos no desejo
que sempre os acometia quando se tocavam Severo interrompeu o beijo e falou:
- Eu nunca vou deixar de lhe
querer, você está se tomando mais necessária que o ar para mim ultimamente, eu
nunca vou lhe trair. Juro. Posso fazer até um juramento inquebrável com você se
assim desejar.
A garota riu para depois ficar séria.
– Isso não é necessário, eu acredito em você. – deitou a cabeça no ombro do
marido e assim eles ficaram até que Sir Alister os chamou para partirem.
Ao chegarem ao centro do
acampamento viram que já tinha embalado tudo menos a barraca que eles estavam,
o que foi feito incrivelmente rápido, o jovem conde já estava na carruagem e
Sir Alister tentou encaminhar Hermione para esta também. A bruxa recusou e disse
que ia tentar ir à garupa de seu marido pelo menos um pouco.
Severo adorou, passou a mão pela
cintura da esposa e perguntou o porquê da mudança repentina.
- Por que eu descobri que os
cavalos são importantes para você e eu quero fazer parte do seu mundo, mas para
falar a verdade, não quero ficar longe de você por horas e horas.
Severo deu um beijo casto nos
lábios de sua esposa – Sinceramente, não sei qual dos dois motivos eu mais
gosto.
Os dois foram caminhando para o
cavalo, desta vez Severo a subiu primeiro fazendo-a sentar-se na frente da cela
para depois montar e puxar a redia enquanto a abraçava.
- Pode confiar em mim, eu nunca a
deixarei cair. – A garota sorriu e se aninhou nele jurando para si mesma ficar
de olhos abertos dessa vez.
A quatro horas de viagem foram
terríveis, cansaço e poeira somada à falta de higiene e conforto, Severo não
parava de pensar como sobrevivemos como espécie vivendo daquele jeito, os
homens de Sir Alister bebiam qualquer água praticamente junto com os cavalos e
não se lavavam para comer.
Somente depois de duas horas de
viagem que o jovem conde pediu para ser levado ao banheiro dois dos homens o
fizeram e Severo pode notar que o jovem os tratava com educação e respeito. Pouco
depois enquanto ainda estavam parados, o nobre pediu para chamar Snape em sua
carruagem para falar com ele.
- Senhor Prince nem sei como lhe
agradecer por ter me salvo a vida. – vendo que Severo ia dizer que não era bem
assim ele completou – Eu sei que me salvou, meu tio morreu há dois anos de um
acidente similar, quando vi minha perna quebrada daquele jeito comecei a rezar
para que algo me salvasse e também para que se isso fosse impossível para ter a
honra de ir para o céu. Graças ao Senhor meu Deus o senhor cruzou nosso
caminho, sempre serei grato, tanto ao Salvador quando ao senhor.
Severo achou tudo muito tocante,
mas não gostava desse tipo de coisa, não estava acostumado e preferiu dizer
muito sem graça para encerrar o assunto:
- Fico feliz por tê-lo ajudado,
espero que viva muitos anos ainda.
O conde ficou satisfeito e se
despediu dele o liberando de sua presença, assim que ele saiu Hermione veio ter
com ele e avisou que estavam de partida.
Para ela a viagem tinha sido
surpreendente, depois de uma hora montada tinha perdido o medo e começou a
confiar que não iria cair, conseguiu até trocar algumas palavras com seu marido
durante a segunda parte do trajeto principalmente quando sentiu algo duro na
lateral de sua coxa a certa altura do caminho.
- Severo que é isso duro na minha
perna, é sua faca? Pode mudá-la de lado?
O bruxo deu uma gargalhada e a
puxou para mais perto para que ela sentisse bem o que era e quando ela percebeu
deu um gritinho e ficou vermelha como uma pimenta.
- Ficar assim agarrado com você
causa muitos efeitos em mim, se nesse momento estivéssemos sozinhos eu iria
mostrar-lhe um jeito diferente de cavalgar. – acabou de falar e imaginou que
ela devia estar muito vermelha, mas para a surpresa dele a bruxa aproximou a
boca do pescoço dele e depois de dar uma lambida quente e molhada falou:
- Não vai faltar oportunidade.
- Descarada! – Severo brincou e a
bruxa riu. - Você deu a ideia.
- Eu sei, e não me arrependo. Agora
fica quieta que eu vou passar um tempo pensando em ingredientes de poções para
apagar o meu fogo por que daqui a pouco a gente chega e seria muito pouco
cortês cumprimentar o duque tão empolgado.
Hermione deu outra risada e se
aproximando começou a falar coisas que ela gostaria de fazer com ele se estivessem
sozinhos deixando a situação de seu marido ainda pior, completou a maldade massageando
a nuca e as costas do homem com a ponta dos dedos. Ela percebeu sensivelmente o
pulsar do membro dele em sua perna e quando ela deu uma rebolada na cela Severo
fechou a cara.
- Para com isso agora ou paro e
coloco você na carruagem estamos entendidos?- Hermione concordou. Severo deu um
sorriso de lado e mordiscou a orelha da bruxa falando lá dentro com uma voz
rouca - Espere a gente chegar, assim que eu me ver em um quarto com você, vai
se arrepender de cada palavra que disse para me tentar, eu não vou te perdoar a
noite toda.
A garota riu e falou:
- Eu vou adorar! – Severo bufou.
Mais uma hora de viagem e uma
parada extra por causa de uma árvore caída na estrada chegaram são e salvos ao
castelo do duque. A visão da fortaleza medieval de pedra escura cheiro de
torres foi imponente. Era enorme, tão grande quanto Hogwarts, sólido e formado
de três alas, uma quadrada central e duas circulares de cada lado, tudo
circulado por duas grossas muralhas e um fosso coberto por uma ponte levadiça.
A caravana passou pela ponte em
marcha rápida parando no pátio central aonde vários lacaios vieram recebê-los,
todos foram levados para dentro da ala central, lá havia um grande salão
decorado com muitas mesas e bancos e no centro virada de frente para a porta
uma grande mesa com cadeiras imponentes que Severo acreditou serem do duque e
de sua família.
Pouco depois um homem alto e
forte entrou por uma porta atrás da mesa principal e foi direto para o conde e
o abraçou.
- Meu menino! Que bom vê-lo bem,
graças a Deus, vou mandar rezar um ano de missa para agradecer a sua
recuperação.
O rapaz abraçou o homem que
Hermione acreditou ser o pai do nobre e também o duque visto que todos os
presentes fizeram uma reverência para ele.
- Pai. Deus colocou no nosso caminho
o senhor Prince que foi o médico que me curou, ele e suas ervas salvaram-me a
vida.
O Duque que até aquele momento
não tinha se virado para ninguém além de seu filho voltou-se para o casal que
se mantinha bem junto próximo a Sir Alister. Há passos largos se aproximou dos
dois e falou com voz grave:
- Não tenho palavras para agradecer o que o
senhor fez por meu filho, pode pedir o que quiser que se estiver ao meu alcance
será seu.
Severo se assustou com a
proposta, era demais, o que esse homem pretendia? Entrou na mente do homem e
leu claramente que ele o estava testando, e com sabedoria respondeu que o Duque
deveria dar a ele aquilo que achasse que ele merecia.
O Duque sorriu e dando um tapa no
ombro do professor falou:
- Minha amizade e gratidão eterna
seria pouco, pois a vida do meu filho não tem preço. Pelo que me disse Alister
na carta que me mandou o senhor está à procura de emprego, não posso lhe dar um
emprego, mas posso dar-lhe uma casa na minha vila, e lá tenho certeza não terá
problemas em arrumar quem pague para que cure seus males de saúde, nossa vila
está sem médico há vários anos desde que o ultimo morreu de velho. Se quiser
será um prazer tê-lo por perto.
Hermione olhou para Severo
ansiosa, se ele não aceitasse logo a proposta ela mesma o faria, não sabia
precisar quanto tempo seu marido ficou em silêncio, o bruxo mantinha o rosto
impassível, e foi com um sorriso contido que ele aceitou a oferta.
O duque ficou muito contente e
chamou um homem que Severo achou ser o secretário ou administrador e mandou que
levassem o novo médico para a casa de pedra amarela no final da vila, e que
fizesse um documento doando a posse da casa e tudo que tinha dentro ao médico e
a sua dependência direta para sempre. O homem nem piscou apenas assentiu no que
provavelmente já sabia que iria acontecer e com um sinal mostrou ao casal por
onde deveriam ir.
Quando os dois já estavam saindo
o duque falou a eles:
- Se estalem e esta noite venham
jantar comosco, será um prazer recebê-los e assim poderei apresentá-los aos
outros moradores do castelo.
Severo e Hermione concordaram e
agradeceram o convite seguindo o administrador porta a fora onde o cavalo que
Severo tinha montado o estava esperando assim com um que foi destinado ao homem
do duque.
Severo se espantou com a
eficiência do Duque, tudo funcionou como um relógio, cada passo parecia ter
sido ensaiado a perfeição. Provavelmente ele já tinha tudo organizado e sabia
que a proposta que lhe ia fazer era irrecusável, que médico em sã consciência
iria recusar uma casa e clientela? Ele ainda não tinha se conformado em ser médico,
pensou em dizer ao duque que era na verdade um cientista que estudava as
plantas e sua função medicinal, mas depois da casa e tudo mais como voltar a
trás? Não tinha jeito, e afinal ele era um Sonserino e não um Lufa-lufa e podia
muito bem lidar com uma mentira branca, afinal ele ia mesmo curar as pessoas.
Eles seguiram pelo castelo o
circundaram por dentro a muralha até que chegaram a um lugar onde ela se abria
e se mostrava muito maior e mais larga, dentro dessa abertura tinha uma pequena
vila murada e no fundo uma casa maior de pedra amarela. Hermione não acreditou
quando percebeu que aquela casa era a casa destinada a eles, Tinha dois andares
um telhado marrom dividido em várias alturas e janelas de madeira que davam a
casa um ar romântico e confortável. Ela mal pode acreditar na sorte que deram.
Atualização relâmpago!
Obrigada a todos que estão lendo, e quem comentou MUITO OBRIGADA! fico extremamente feliz a cada review que aparece, um grande beijo!
Leyla

2 comentários:
Vlw a dedicatória! Amo suas fic Leyla !
Amei a dedicatória, aliás, amo todas as suas fics!
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