domingo, 4 de agosto de 2013

O Pequeno Príncipe - Capítulo 7


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Finalmente os Finalmentes

  
Aquele seria um dia especial, pois era o ultimo jogo da Sonserina contra Grifinória antes das ferias de natal. O Professor Snape subiu as escadas para se sentar na tribuna de honra e assistir a partida, estava muito frio, aquele estava sendo um dezembro de frio rigoroso. Já se iam dois meses desde que o pinto começara a falar, e duas luas crescentes. Na ultima, o bruxo tinha pedido a Dumbledore que o liberasse das aulas para que ele se afastasse do colégio, não queria arriscar trocar de lugar com o pinto em publico novamente, foi para um lugar bem afastado uma cabana no meio do nada e só voltou quando era ele mesmo de novo, ficou o tempo todo sem a varinha, deixando a com Dumbledore por segurança. Contou com o diretor tanto para leva-lo ao local quanto para busca-lo de volta.

Agora já sentado em seu lugar se preparou para ver seus sonserinos ganharem. O jogo começou a goles voava de uma mão a outra muito rápido, o jogo estava eletrizante, Snape se distraiu tanto que se esqueceu do Príncipe, até se assustou quando esse se mexeu dentro de sua calça o obrigando a fechar o grosso manto de inverno sobre o corpo.

- OH, Tio... Me deixa ver o jogo?!! Poxa, ta muito abafado aqui dentro.

Severo estremeceu de ódio e tentou ignorar o peru falante. – Tioooo!! Deixa eu ver o jogo, se você não deixar eu fico duro na frente da Sibila, tenho certeza que ela ficara lisonjeada.

Severo, que depois de todo esse tempo já tinha percebido que o pinto não brinca em serviço puxou a gola do manto para esconder a boca e falou com seu órgão descarado:

- Escuta aqui, como você quer que eu deixe você assistir ao jogo? Acha que eu posso simplesmente abrir a calça e por você para fora bem aqui no meio da arquibancada? E Ai se alguém por acaso notar que eu estou de pau de fora basta eu sorrir e falar. “É para dar sorte” ai eu giro você e grito “Vai sonserina!”. Sem chance.

O pinto se encolheu e falou – Diz que eu sou sua cobra de estimação.

Àquela bobagem Snape só bufou. – Fica quieto ai, e se contente em escutar.

O narrador do jogo avisou que o pomo de ouro tinha aparecido e os apanhadores começaram a persegui-lo. Snape firmou os olhos no campo e viu quando Harry se aproximou do pomo o pegando magistralmente e voando com ele em sua mão em direção à arquibancada da Grifinória. Fim de jogo. Snape se levantou rápido para sair, não queria ver a festa do rival. Quando já estava no meio da escada ouviu seu cacete falar:

- Dá próxima vez que a gente vier a um jogo de quadribol, da um jeito de eu poder ver o jogo se não vou gritar GRIFINÓRIA bem alto quando eles fizerem um gol, ta escutando tio???

Snape abaixou a cabeça e pensou, “Até quando meu Merlin??”

Severo chegou às masmorras e entrou em seu quarto, se jogou no sofá e ficou pensando em silencio sobre como estava indo o plano de levar Hermione para cama, cada dia ele queria que a coisa se adiantasse, o bruxo não suportava mais o pinto falando e o ameaçando o tempo todo.

Em fim tinha chegado o feriado de natal e com ele uma oportunidade de pegar a grifinoriazinha fora da escola e longe de Dumbledore que a protegia como a um cálice sagrado.  Além do que, Severo estava satisfeito de ter uns dias de folga, afinal, dar aula com o Príncipe podendo falar a qualquer momento deixava-o estressado. Snape tinha feito um acordo com o pinto para que ele ficasse calado durante as aulas, no entanto o bruxo não confiava.

Depois do show rebolativo que ele tinha lamentavelmente dado na frente da escola inteira todos o olhavam de forma diferente, era muita humilhação, as meninas suspiravam quando ele passava, era irritante, parece que de repente ele tinha virado algum ídolo adolescente, da mesma forma, os meninos o odiavam mais ainda, todos bufavam ou fechavam a cara, ele ficou sabendo que as moças da escola começaram a cobrar declarações de amor mais empolgadas deles o que era uma terrível provação para todos.

Para o seu caso com Hermione as coisa estavam andando muito bem, seu plano de se aproximar sem dar na vista, apenas por carta estava funcionando. Tinha começado com uma aproximação delicada, o livro de poções, e depois do beijinho roubado e dos amassos no lago, começou a mandar uns bilhetinhos com poemas românticos que ele copiou de um livro da biblioteca, Sempre com muito cuidado para que ninguém notasse, pedia para que ela não contasse para ninguém, “para não criar problemas” é obvio que ele não podia falar com ela, por que se o fizesse o Príncipe daria um jeito de atrapalhar, ele já o tinha ameaçado varias vezes, por que o pinto sabia que se ele comesse a Hermione seria o fim para a falação inconveniente.

Na semana passada ele tinha mandado uma caixa de bombons para ela, tudo muito meloso, mas estava dando certo, afinal, ela mandara em resposta uma pagina de caderno com um coração vermelho desenhado. Ele riu muito por que o Príncipe perguntou o que foi que ele tinha recebido e ele disse que era seu horário para a semana mandado pelo diretor. Snape estava satisfeito com o resultado do plano e logo ele estaria entre as pernas da Hermione e livre do Príncipe.

Ele decidiu que seria melhor marcar algum tipo de encontro fora da escola, podia ser na sua casa ou em um hotel, um hotel podia ser melhor, mais discreto e provavelmente a garota ia gostar de algo assim meio romântico, e ai quando chegassem lá ele daria o presente de natal dela, UM PERU. Riu sozinho da sua cafajestagem, não que ele fosse do tipo de sacana que iria usar e sumir da garota, ele a achava interessante e talvez, dependendo, tentasse empreender um romance com ela, mas ele duvidava que ela o suportasse por muito tempo. Afinal sabia bem que era um sujeito difícil.

Hermione estava nas nuvens por estar apaixonada, cada bilhetinho que ela recebia do professor a deixava mais extasiada. O ultimo com os chocolates a tinha feito passar o dia suspirando, ela até guardou a embalagem de um dos bombons dentro do seu diário. A bruxa também colou neste todos os bilhetes e lia-os o tempo todo. Gina que sabia de tudo estava rindo o tempo todo por que nunca imaginou sua amiga, tão séria, tendo esses ímpetos românticos. E muito menos o carrancudo professor de poções fazendo declarações rasgadas de amor.

Aquela era a ultima aula de poções antes das ferias e Hermione sentada no seu lugar não conseguia olhar para o professor sem ficar com o rosto totalmente vermelho, e quando notava que ele a estava olhando de uma forma um pouco alterada sentia contração em seu ventre e um calor que tomava todo seu corpo, lembrava-se do dia que ele a beijou, da maneira quente que a abraçou, de como a tocou e a deixou com as pernas bambas. Ela queria aquilo de novo: Ficar nos braços dele e ver bem de perto aqueles olhos negros que a deixavam perdida. Ficou sem ar quando ele se aproximou e a entregou uma redação corrigida, ele fixou os olhar nela e falou bem baixo:

- Se eu fosse a senhorita usaria um feitiço revelador sobre esse pergaminho uma hora que estivesse sozinha. – Sorriu ao ver que ela abriu muito os olhos e concordou com ele, se afastou como se nada tivesse feito e continuou entregando as redações.

O pinto se remexeu dentro das calças e Severo soube que ele escutou o que disse a Hermione, teria que tomar muito cuidado, e tinha certeza que seu “amiguinho de baixo” iria perguntar mais tarde o que tinha no pergaminho.

Ele não sabia o que ia dizer, mas não importava, ele tinha que entrar em contato com ela de qualquer jeito aquele dia por que logo ela iria passar o natal em casa. Tinha sido difícil escrever o bilhete para ela, ele queria parecer informal e fez o maior esforço, não estava acostumado a esse tipo de correspondência, escrevera varias vezes até que achou algo que lhe pareceu romântico e direto. Quando acabou de escrever esperou de verdade que ela gostasse e aceitasse o encontro.

Hermione saiu da aula correndo e se enfiou no seu quarto, trancou e imperturbou a porta. Pegou o pergaminho e repirou fundo, morta de ansiedade para ler, fez o feitiço e nele estava escrito com a caligrafia fina do seu professor:

Minha querida Hermione,

Escrevo-lhe para lhe propor, algo que não devia, mas que os ímpetos de meu coração me impelem de forma irresistível a fazê-lo. Peço que perdoe a esse velho sem atrativos que ousou colocar a seus pés o pobre coração. Gostaria se for de seu agrado, marcar um encontro em um lugar especial que conheço para que possamos, fora da escola, nos conhecer melhor e passarmos, se lhe aprouver, um tempo juntos. Temo de todo coração que quando me conhecer melhor, eu não corresponda a suas expectativas. Espero que seja piedosa com esse velho e deixe que ele lhe toque o coração.

O lugar que quero leva-la é uma pousada calma em Bath,(mando no final do bilhete o endereço), teremos, minha querida, que ter algum cuidado para que ninguém saiba quem somos, sei que pode parecer paranoia, mas não o é, somos conhecidos no mundo bruxo e se um único bruxo maledicente ouvir nossos nomes pode criar um escândalo que teremos que enfrentar, por tanto, pensei que seria melhor nos chamarmos por outros nomes nesse encontro. Chamarei-me Otavio, e peço que pense em um nome para si e me informe na resposta desse bilhete confirmando ou não a sua ida ao encontro. Pensei em nos encontramos às 10 da manhã do dia 29 de dezembro, assim estaremos depois do natal e antes do ano novo, quando penso que deve ter planos de passar com seus pais. Mande por coruja uma confirmação. Se sim estarei lhe esperando no quarto reservado sobre meu pseudônimo.

Devotado seu

SS

Ao fim da carta estava o endereço.

Hermione ficou afogueada, e ao mesmo tempo ficou pensando em como era romântico e formal o seu professor, acho a ideia de nome falso muito excitante e ficou pensando em qual usar, decidiu por algo simples e seguindo a ideia de Severo que trocou o nome de um imperador romano por outro pensou em algo saído de Shakespeare.

Escreveu um bilhete aceitando o encontro e ao fim com um sorriso travesso assinou

Da sua, Ofélia.  


O Príncipe dentro as sua cuequinha se recostava pensativo. Há dois meses ele estava livre, mesmo não podendo tomar o corpo Snape o tempo todo e no ultimo mês ter ficado preso com o professor na cabana na lua crescente, ele ainda preferia isso a ser uma parte oculta da personalidade de Severo novamente, pois era isso que ele era. Antes não passava de um desejo latente, uma parte dormente e reprimida do bruxo e agora solto faria de tudo para permanecer como estava.

Sorriu ao pensar que o velho diretor estava ajudando muito em sua contenda mantendo a Hermione bem longe do professor e assim ele podia ir levando sua vidinha tranquila. Mas mantinha seu bruxo em redia curta, não permitindo que ele fugisse de seu controle e atacasse a garota. Vigiar e Punir eram seu lema.

Mal sabia o pinto que a sua revelia uma cilada o esperava. Aquele dia o pinto quis saber o que tinha no pergaminho e Severo disse que era uma ofensa escrita por outro aluno e ele estava apenas avisando a garota sem segundas intenções. Dumbledore tinha perguntado ao bruxo se ele iria passar o natal na escola e Snape disse que iria passar uns dias em sua própria casa o que chamou a atenção do diretor que se sobressaltou visto que nunca o professor tinha preferido passar as férias em casa. O que o deixava tranquilo era que Hermione estaria la com seus pais e protegida, mas ele não abaixaria a guarda e jogaria um feitiço localizador na garota só para garantir.

O Dia tão esperado chegou e Severo se dirigiu par Bath, as termas famosas desde a época romana eram um lugar romântico e seria ideal para aquela primeira vez tão importante. Assim que o pinto percebeu os novos ares perguntou:

- Ho tio! Onde a gente tá? O que você está aprontando?  - Snape resolveu responder seco – Em Bath, vim aqui descansar.

O Príncipe se empertigou – Você não está pensando em me enfiar em uma piscina de lama não né?  Se você fizer isso eu juro que saiu duro lá de dentro e grito que adoro mijar na lama e que isso me deixa excitado.

Severo tossiu de raiva, ficou puto e revidou – Cala a boca, eu não vou me afundar na lama, só pretendo descansar e dormir um pouco, isso vossa alteza vai me deixar fazer?

O Príncipe se esticou como se espreguiçasse e falou – se você passear um dia perto das piscinas para eu ver as mulheres de biquine eu aceito.

Severo não respondeu e o pinto se sentindo ignorado gritou o mais alto que pode:

- EU QUERO VER AS MULHRES, VAI ME LEVAR OU EU VOU TER QUE FICAR GRITANDO AQUI.

- AAAAAHHH!!! QUE PERU GRANDE, NOSSA COMO MEU PERU É GRANDE, AI QUE PERUSÃO.

Snape correu e começou a apertar o pinto com força para ver se o calava, ele estava no meio da rua caminhado para a pousada onde tinha marcado com Hermione e não queria chamar a atenção, e aquele pinto desgraçado gritando obscenidades.

O pinto se calou e quando Severo achou que estava tudo bem ouviu um homem muito afeminado que estava sentado em uma mesa do lado  de fora de um café gritar para ele:

- NOSSA QUE BOFE MAIS EXIBIDO. AI AMOR VEM TRAZER AQUI ESSA COISA ENORME. SÓ ACREDITO VENDO, VEM ME MOSTRAR ESSE SEU EQUIPAMENTO GIGANTE.....!!!

Severo parou e respirando fundo acelerou o passo resmungando por entre os dentes:

- Viu o que você fez? Quer que eu volte lá e mostre você para ele. Se quiser vai ser agora. Deixo até ele passar a mão em você, vai querer!

- Sai fora tio, nem brinca com isso, vou ficar calado, prometo, não volta lá não.

Severo riu e seguiu seu caminho. Ele não ia voltar de jeito nenhum, mas ver o Príncipe com medo ao invés dele foi ótimo para variar.

Hermione estava em sua casa se arrumando para ir encontrar Snape, estava receosa, essa seria a primeira vez que ficava a sós com o bruxo, ela não sabia o que esperar, mas a julgar pelo amasso quente que ele lhe dera ela imaginava que o homem a desejava intensamente. Arrumou-se com apuro, colocou uma roupa que, achou, a deixava com cara de mais velha, e para se disfarçar, colocou um lenço sobre a cabeça amarrado embaixo do queixo e uns óculos escuros.

Snape andava de um lado para a outro no quarto da pousada, a ansiedade o estava matando, não parava de imaginar como seria quando ela chegasse e mais ainda como ia ser maravilhoso se livrar da voz impertinente do Príncipe. O bruxo já tinha tomado dois banhos, um pela manhã quando fez a barba ainda em sua casa e outro quando chegou no quarto, sabia que tinha poucos atributos de beleza, no entanto, esperava que o aprumo higiênico o deixasse apresentável e que seus cabelos estivessem limpos. No momento que começou a tomar o segundo banho o Príncipe se sobressaltou.


 - Que isso tio? O que deu em você hoje! Quer tirar o atraso de limpeza, ou quer ver se me afoga. Você já me esfregou com sabão duas vezes, ta achando que eu sou fedido, se bem que tava mesmo meio azedo dentro dessa sua cueca, é bom trocar quando sair do banho. Mas fala ai para que tanto perfume.

Snape respondeu um uma voz falsamente inocente: - Sabe é que eu marquei com aquele seu amigo veado de hoje mais cedo para vir aqui te conhecer melhor. – Sentiu que o pinto se encolheu e quase se escondeu atrás das bolas.

- É brincadeira Príncipe – Snape achou que se o pinto respirasse teria bufado de alivio. – Na verdade eu marquei aqui com uma mulher muito especial com quem eu me correspondo, você não a conhece.

O pinto saltou felizinho. – Verdade, franga nova!! Onde você a conheceu? Não me lembro de nenhuma mulher ultimamente.

Severo sorriu segurando para não parecer falso e seguiu o plano. – Eu nunca a vi pessoalmente, só por foto, o nome dela é Ofélia, eu a conheci através de uma revista de poções, escrevi um artigo que ela gostou e a bruxa me escreveu, isso já tem um tempo e hoje finalmente vamos nos encontrar, como pode imaginar estou ansioso e ficaria muito feliz se você cooperasse, quero ter alguma chance de ir bem longe com ela hoje, se é que você me entende.

O pinto lépido e fagueiro se aprumou. – Pode deixa tio que fuder é comigo mesmo!!

- Sem gracinhas seu caralho! Quero silencio entendeu, nem um pio, não quero que ela pense que sou grosso ou maluco. Tudo bem?

O pinto balançou a cabeçinha afirmativamente. – Não sendo a Hermione eu sempre colaboro com as suas investidas, você sabe disso.

Severo riu-se por dentro. – Obrigada amiguinho... Teremos um dia inesquecível. Vamos aproveitar como se fosse o ultimo! – Severo trincou os lábios para não rir por que se tudo desse certo esse seria o ultimo mesmo para o Príncipe.

Hermione parou bem em frente a porta do quarto que o rapaz da recepção indicou como sendo o do senhor Otavio. Ela não pode evitar o rubor nas fases ao perceber que o porteiro a olhava de forma insinuante, como se dissesse, eu sei o que você vai fazer sua safadinha!!!

Ela teve que se concentrar para não sair dali correndo, no entanto ela estava louca para encontrar Severo e tomou coragem para subir as escadas, agora ali de frente a porta estava indecisa se batia ou tentava abrir direto, na verdade ela não sabia o que fazer, estava afinal indo se encontrar com um homem bem mais velho e experiente no quarto dele era quase como se oferecesse a si para o abate, era estranho pensar assim mas, era bem assim que ela se sentia, como se tivesse entrando na toca de um predador  o que era um tanto assustador e excitante ao mesmo tempo. Respirou fundo resolveu bater. Aguardou apenas alguns segundos antes da porta se abrir e Severo parecer na porta.

 – Olá minha linda Ofélia, pode entrar.

Hermione estranhou Severo continuar a chamando assim, já ia perguntar o porquê quando ele falou:

- Não devo mais falar seu nome para não lhe comprometer já que está no quarto de um homem sozinho.

Hermione entendeu o que ele quis dizer, era mesmo melhor, se alguém ouvisse o nome dela poderia espalhar a fofoca. Entro sorrindo tentando demonstrar uma falsa segurança:

- Como devo chama-lo? Professor?

Severo se preocupou que o pinto pudesse desconfiar, mas na verdade se ela fosse uma pessoa que o tivesse conhecido em uma revista de poções ela o chamaria mesmo de professor, então respondeu sem medo:

- Pode me chamar de Severo afinal, acho que temos intimidade para isso.

Hermione ficou vermelha e inspirou ar suficiente para encher os pulmões e tomando coragem experimentou o nome do homem em seus lábios – Severo...

O bruxo sorriu confirmando e se aproximou dela enlaçando-a pela cintura, ele queria beijar aquela boca carnuda de uma vez, afinal da ultima vez não foi ele e sim o pinto que a beijou, ele queria sentir o gosto dela e senti-la estremecer em seus braços como ele havia percebido que ela fizera quando foi beijada no lago.

O Príncipe sentiu quando a mulher se chocou contra ele, era uma sensação bem gostosa, pelo que estava vendo o tio estava gostando muito do beijo, afinal ele a estava apertando cada vez mais, e a safada se esfregava nele com gosto. O Príncipe já estava ficando duro.

Snape ficou mais que contente com a forma como a garota estava correspondendo as investidas dele, a principio ele imaginou que poderia ser mais complicado, afinal, tinha certeza que ela era virgem e pensou no trabalho que teria para convencê-la a dar para ele assim, de uma hora para outra, no entanto, ela parecia mais que disposta e ele já estava bem animado.

Resolveu ser ousado e levou a mão cheia de dedos para baixo da saia dela subindo pela perna bem devagar até alcançar a bunda macia e redonda da garota. Esperou que ela tentasse tirar sua mão, mas o que aconteceu foi que ela gemeu alto e se apertou mais a ele o beijando com mais empenho e passando sua língua doce sobre os lábios dele.

Era demais ele ia explodir de tesão. Com uma fúria que nem ele reconheceu arrancou a saia dela arrebentando os botões. Mais um gemido da bruxa. Com medo de perder o controle, o Severo respirou fundo, ele tinha que se concentrar por que tinha a todo custo que impedir que o Príncipe soubesse quem era a mulher, se ele se desconcentrasse e falasse algo errado o danado ia descobrir e ia o fazer broxar, o que além de estragar todo o plano ia ser uma tremenda vergonha.

Hermione estava assustada com a fúria de seu próprio desejo, ela não acreditava que tinha deixado as coisa andarem tão rápido, tinha jurado a si mesma que ia lá só para conversar, e talvez dar uns beijinhos, mas agora já estava semi nua sendo derrubada na cama pelo seu professor e não estava nem um pouco afim de que aquilo parasse. Nunca nem em seus sonhos podia imaginar que Snape poderia ser tão sexy e que beijasse tão bem, quando ele a puxou para si ela pensou em empurrá-lo, mas bastou sentir os lábios dele nos dela para que nada mais fizesse sentido a não ser se entregar aquele mar de sensações loucas.

O Príncipe sentiu quando Snape a derrubou na cama, ele estava ainda dentro da calça, e teve muita vontade de gritar para o tio tirar logo a roupa que ele queria ver a moça, no entanto manteve-se quieto, não queria por em risco a foda, vai que ela acha que o tio é louco e vai embora, do jeito que ele estava duro o tio ia ter que se resolver na mão e sentir os dedos calejados de Snape em seu corpinho roliço era decair muito depois de ter uma mulher deliciosa o querendo.

Snape já tinha tirado a camisa e estava vibrando com os beijos que Hermione espalhava sem piedade por seu peito, sua calça estava muito apertada e ele sentia o Príncipe se remexer em protesto, em outra situação ele já teria se libertado da tortura e estaria nu, mas se o fizesse o pinto veria Hermione e ai já era, tinha que tirar a calça na ultima hora, no momento exato para que não desse tempo do pinto ver nada.

Estava gastando todo se repertorio de vocativos para não falar o nome da garota, era docinho, linda, delicia... Ele não estava aquentando mais tanta melação, mas tudo valia a pena em uma hora de necessidade.

Hermione tentou desabotoar a calça do professor e ele a impediu gentilmente, a garota estranhou o gesto, mas esqueceu totalmente o que estava fazendo quando ele começou a lhe beijando os seios de uma forma que a fazes revirar os olhos.

Era a hora! Mesmo achando que ainda poderia fazer muito mais preliminares, Snape se preparou colocando-se entre as pernas da garota, era agora ou nunca mais, para garantir, ele puxou o lençol sobre si e os cobriu até a altura da cintura, ficou estranho, mas dane-se, era assim que ia ser. Depois que tivesse resolvido o problema, ele faria sexo com ela de novo com menos tensão e daria um show de piroca que ela merecia, agora era tudo ou nada, pegou a varinha e tirou as calças e a cueca.

Hermione sorriu para ele e ficou imaginando por que esse mistério todo, será que ele tinha algum problema para não querer que ela visse o pau dele, será que ele achava que era mal dotado ou complexado, ela iria descobrir depois, agora estava com tanto tesão que mesmo que ele tivesse um pau de três cabeças ela não se importaria.

O pinto em fim se viu livre, estava louco para se emburacar naquela mulher, a primeira coisa que vi foi logo o que interessava, e sem nem ter tempo de pensar foi arremessado contra a carne unida e receptiva. Se sentindo sendo empurrado bem devagar, e de repente notou uma barreira. Teve vontade de grita de felicidade. “A franga é virgem” como ele adorava saber que era o primeiro a entrar naquele buraquinho.

Snape se esforçava para não machucar a garota, ele queria que fosse legal para ela, apesar de estar tão preocupado com o pinto, queria que ela gostasse, afinal, pretendia repetir a experiência, quem sabe fazê-la uma companhia constante em sua masmorra. Ele não sabia como dar nome ao tipo de relacionamento que queria com a garota, no entanto, sabia que sentia algo por ela, mas não sabia o que, no início achou que era só tesão, mas com o tempo foi vendo que era mais que isso, só não sabia mais o que.

Enfim entro todo dentro dela, Hermione percebeu que não era problema de pênis pequeno, meu Deus o homem parecia que não acabava nunca, ela, apesar disso, não sentiu dor por que ele foi carinhoso e veio devagar, deixando ela se acostumar com a coisa. A cada estoca ela sentia melhor, e quando achava que era o maximo ficava ainda melhor.

Severo estava tonto de desejo, como ela era apertada e deliciosa, ele se movia com facilidade e sentiu-se cada vez mais perto do gozo. Ele não conseguiria esperar por ela, por que além do tesão que sentia estava ansioso para se livrar do Príncipe e sabia que depois poderia dar a ela tudo que ela quisesse.

Hermione nunca pensou que ia chegar ao orgasmo em sua primeira vez, se enganara, ela estava louca, sentia algo se avolumando em seu ventre. Snape percebeu as contrações dela e ficou empolgado, queria que ela gozasse, aumentou a velocidade e ouviu-a gemer bem alto – SEVEROOOO!!!!

Não aquentando mais se deixou levar junto e sem pensar gritou quando sentiu sua semente sair junto com um arrepio do final do feitiço do Príncipe:

- HERMIONE VOCÊ É MUITO GOSTOSA!!!

O Príncipe que percebeu tarde de mais que estava acabado gritou junto com Severo, mais não de tesão e sim de raiva:

- Fudeu filha da puta!!!! – E se calou para sempre.

Hermione ouviu a voz do Príncipe e sorrindo falou:

- Severo. Adoro quando você é assim desbocado.

O bruxo ficou chocado com o que ela disse, mas ao mesmo tempo ele sentia-se diferente, era como se dentro dele algo tivesse sido desbloqueado, antes, aquilo de ser desbocado era algo impossível, mas agora ele achava que podia falar o que bem entendesse, que estava livre e que poderia dizer obscenidades para ela se quisesse, ou ser desaforado se desejasse, notou que o príncipe tinha de certa forma se incorporado a sua personalidade, ou quem sabe sempre estivesse sido parte dela e ele nunca o tinha percebido ou o deixado aflorar.

Ele puxou a bruxa para o seu peito, arrancou o lençol e o jogou longe e ali deitado nu na cama a beijou para depois dizer:

- Bruxinha você é a foda mais gostosa que já provei.

Hermione ficou vermelha e se apertou a ele, se esfregando contra o corpo do homem o deixando excitado de novo, ele já estava duro e pronto para uma segunda rodada. Ela olhou bem para o pinto dele, e achou tudo normal, não quis perguntar naquela hora o porquê do recato antes seguido agora de uma exibição tão deliciosa das partes, deixaria para outro dia. Ele a beijou e estava começando a se deitar sobre ela quando ambos se assustaram com um estrondo enorme vindo da porta.

- SEVERO SNAPE SEU DESGRAÇADO, SAIA DE CIMA DELA AGORA!!

Dumbledore estava olhando para o localizador que tinha posto em Hermione quando viu que ela estava junto a Snape em uma posada em Bath, ficou furioso e aparatou para lá para tentar impedir seu professor de abusar de uma aluna inocente.

Snape estava deitado nu sobre Hermione quando o velho bruxo arrombou a porta o susto foi enorme, Hermione deu um grito estridente e puxou Snape para se cobrir com o corpo do homem. Severo em choque sacou a varinha e lançou um Petrificus Totalus no velho diretor que o defendeu com um gesto teatral, o velho se aproximou e pegou o braço do mais jovem puxando-o com força para cima sem se importar com a nudez obvia deste.  Snape ficou como em um cabo de guerra, de uma lado Dumbledore o puxava para cima e do outro uma muito assusta Hermione o puxava para baixo para se manter coberta.

A confusão durou até que Snape gritou:

- BASTA, CHEGA DUMBLEDORE! Você não está vendo que Hermione está nua? Saia do quarto para que possamos nos vestir e ai você volta para conversarmos.

- Não saio, eu não confio em você seu tratante, como vou saber que não vai fugir assim que eu sair.

- Professor Dumbledore, - implorou Hermione. – Por favor, deixe que eu me vista, estou morrendo de vergonha, tenha piedade, ninguém tem motivo para fugir daqui, não estamos fazendo nada do que tenhamos que nos envergonhar.

 Snape altivo encarou o velho, ela estava certa, eles não tinham do que se envergonhar e o velho tinha que sair.

Vencido e percebendo o ridículo da situação o diretor saiu para que eles se vestissem. Snape se levantou e buscou a roupa de Hermione junto com a sua que estavam espalhadas pelo quarto, entregou-a a ela e disse:

- Não importa o que ele diga saiba que não quis me aproveitar de você e que não tenho o menor desejo de lhe abandonar ou algo do tipo, quero sim é ficar consigo.

Hermione sorriu para o homem com carinho.

O bruxo não esperava por aquilo e ficou meio sem graça, puxou-a pela mão e a beijou nos lábios suavemente.

Já vestido Severo foi abrir a porta para um colérico Dumbledore.

- Como você se atreveu seu maldito, usar a inocente senhorita Granger para resolver o seu problema com o seu pinto. Que vergonha. Não acredito que confiei tantos anos em você.

- Pera lá diretor, não fale como se eu fosse um cretino, eu estou aqui com a Hermione e quem deve julgar se foi abusada ou não é ela, e ela sabe que não é isso que aconteceu.

- Eu sei o que aconteceu aqui melhor do que ela! Você louco que estava para se ver livre do incômodo no seu pênis não poupou essa jovem ingênua e a atraiu até aqui para deflora-la seu pervertido, ela não passa de uma criança.

Hermione ouvia a tudo atônita. Como o diretor se referia ao que eles tinham feito como um problema de pênis de Severo. Será que ele achava que o bruxo só a estava usando por que não tinha outra mulher disponível? Isso era horrível.

- Professor Dumbledore. – ela chamou varias vezes antes que o velho lhe desse ouvidos. Já estava nervosa quando conseguiu. – Posso falar?- falou ríspida e o ancião concordou - Escute aqui, eu não me sinto abusada por Severo, eu vim aqui sabendo o que aconteceria, sabia que o que ele queria, e não me opunha, confio nele, na verdade, queria tanto quando ele. Não ache que sou boba, eu não sou uma criança como disse a pouco. E o único momento que me senti violada nesse dia foi com a sua entrada rude no quarto e com a sua falta de delicadeza em perceber que eu estava nua e que não queria ficar assim na sua frente. – A garota estava vermelha e com uma cara muito brava.

O velho ficou pálido, na ânsia de impedir que algo acontecesse se esqueceu de Hermione só pensando no professor, agora ele se sentia constrangido com o que tinha feito o que, além de tudo foi inútil, por que pelo que ele tinha notado tinha chegado tarde.

- Senhorita Granger me perdoe por isso, eu apenas queria defender a sua virtude, entenda, sei mais da vida e tenho certeza que se fosse mais experiente teria percebido que o único interesse que Severo tem na senhorita era por que...

Severo interrompeu o bruxo mais velho antes que ele pudesse terminar. – Chega Dumbledore, não fale algo que você acha dentro dessa sua cabeça suja e que só vai servir para magoar a todos nós, e que além de tudo não é verdade. – O velho o olhou para o bruxo como se dissesse “cínico”, no entanto achou melhor não mencionar mais o Príncipe em consideração a moça, ela não merecia essa decepção.

Snape ignorando o olhar do outro continuou: – Eu não queria falar isso na sua frente diretor, por que não é da sua conta, mas eu amo a Hermione, estou apaixonado por ela. – Por incrível que parecesse a Snape ele não se sentiu mentindo, realmente estava gostando da bruxa.

Hermione deu um grito alegre e se jogou nos braços do bruxo. – Eu também te amo Severo!!!

Dumbledore não acreditou naquilo e resolveu coloca-lo contra a parede para acabar logo com a falsidade. – Então já que é assim. – Falou com voz de falso apaziguador. – Por que não marcamos o casamento de vocês para o inicio do ano, um casamento no inverno é muito romântico. – fez cara de santo sonhador.

Severo olhou para o velho de forma ferina. – Casamento? Calma ai... Espera, por que tão rápido? Não tem necessidade disso.

Hermione olhou para Snape e ele teve medo de que a bruxa tivesse se ofendido por ele ter dito aquilo, e tentou emendar alguma coisa:

- Hermione nós não precisamos ter pressa, vamos namorar fazer tudo direito.

 A bruxa sorriu para ele – Severo, é claro que temos tempo, - E virando-se para o bruxo mais velho completou – Professor Dumbledore não vejo o porquê da pressa, Severo tem razão, quero me formar primeiro e só depois pensar sobre casamento.

O velho bruxo ficou sem ter o que fazer e a ouviu continuar. – Severo e eu vamos namorar escondido até que eu me forme, não quero problemas para ele, e o senhor ira nos ajudar, já que sabe de tudo e parece tão incrivelmente interessado no meu bem estar, e depois veremos. Agora estou muito feliz em ser somente namorada do Severo entendeu diretor.

Snape estava se esforçando para não rir da cara do velho, e se sentindo muito feliz por ele e Hermione. E num lampejo de irresistível cinismo, que fez com que ele se sentisse o Príncipe falou ao velho.

- Diretor, já que o senhor é tão casamenteiro, por que não pede a sua namorada em casamento, tenho certeza que a Minerva aceitará. Imagino que ela quem deva se sentir usada porque nem o namoro com a bruxa o senhor assumiu. Diferente de mim que estou muito contente em assumir um compromisso com Hermione.

A bruxa olhou para seu novo namorado entendendo a ironia e depois para o velho.

 – Diretor. Sinto que o senhor tem que dar o exemplo. Quando será o casório??

Dumbledore aparatou de lá sem se despedir. Assim que ele sumiu Severo caiu na gargalhada, seguido de Hermione que se deitou na cama. E logo foi seguida pelo bruxo que a tomou nos braço e a beijou longamente.

Fim





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Nota da Leyla

Olá leitores!!

Espero que tenham gostado do final da fic... Depois de tantos anos é um feito terminar essa história, estou muito feliz mesmo...

A Marília estava muito ocupada com as coisa da vida por isso não pode infelizmente betar esse capítulo, ela no entanto, prometeu fazer isso assim que tiver um tempo, quando ela fizer eu aviso e se tiver alguma modificação resposto o cap...

Um beijão para todos que leram em especial aos que comentaram essa fic, tanto agora quanto antes, quando postávamos com os pseudônimos... Muito obrigada de coração pelo carinho ...

Sentirei muita saudade do Príncipe!!!

Um beijo

Leyla Poth
 
  




2 comentários:

Anônimo disse...

Nao acretido q terminou... (chorando aqui)
Mas como dizem o q é bom acaba rapido.
Porfavor faz um cap q mostra como eles ficaram depois.
:p

Anônimo disse...

AMEI ESTA FIC
DIFERENTE E DESCONTRAIDA.....

QUERO MAIS.....