Vikings
A tempestade lançava gotas de
chuva impiedosamente contra a vidraça da janela do castelo, Hermione esperava
que isto não fosse um mau presságio, havia duas horas que os homens partiram,
ela se encontrava na sala privada da duquesa. Passara grande parte desse tempo
olhando pela janela fixamente o portão do castelo, numa esperança vã de que
eles voltassem, que decidissem não lutar.
A duquesa estava ajoelhada no
oratório, ela rezava fervorosamente por seu marido e pelo enteado. A senhora
perguntou muitas vezes se Hermione gostaria de acompanhá-la à oração, mas a
bruxa não queria sair da janela, queria manter sua vigília silenciosa do
portão.
Abigail acendeu mais uma vela, “Pater noster qui es in caelis;
sanctificetur nomen tuum.” Hermione fechou os olhos e deu as costas
a janela, Pensou em acompanhar a duquesa, mas não sabia rezar em latim “adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua,
sicut in caelo et in terra.” Mais uma vela acesa, está
por Hermione, uma luz para o divino, seja lá qual seja para que proteja seu
amor.
Frio era o que Snape sentia, seu
manto estava encharcado e o vento cortava lhe o rosto fazendo seus finos
cabelos negros voarem para traz apesar de molhados. O exercito havia parado,
acreditavam que estavam a uma distancia segura dos Vikings, para saberem com
exatidão mandaram um batedor a frente, o rapaz devia voltar a qualquer hora.
Embaixo de uma barraca
improvisada com uma lona amarrada a alguns galhos de arvore, o duque reuniu seu
estado maior. Seu filho o Conde de Haven, Sir Alister, Sir Godofreud e um outro
que Severo não sabia o nome. Os nobres falavam e gesticulavam. Snape não tinha
sido convidado para a conversa, e pouco se importava, queria que acabasse logo,
e sabia que indiferentemente do que aqueles homens decidissem muitos ali morreriam,
e no final, se vencessem, os que sobrevivessem, perguntar-se-iam se tinha mesmo
vencido.
“Ave, María, grátia plena, Dóminus tecum”... Mais dez Ave Marias. O
terço ia rodando na mão da Duquesa, as velas já estavam na metade e Hermione havia
se sentando a beira da lareira. Tinha vontade de chorar baixinho, mas ninguém chorava.
O fogo crepitava como um elemental dançando para um Deus pagão. A voz da
duquesa se alterou no fim da oração, ela parou um pouco, respirou fundo, e
começou o Salve Rainha. Era o fim do terço. “O
clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria. Ora
pro nobis.” Hermione sentiu um aperto no peito, ela sabia que algo estava
acontecendo.
O batedor voltou contando que os Vikings
estavam acampados perto de um barranco próximo ao rio, o que dava a vantagem ao
duque de estar em um terreno mais alto, os nórdicos não passavam de uns
sessenta homens o que era a metade do contingente do duque. O exercito ducal era
composto de uns cento e vinte homens separados entre cavaleiros, arqueiros e
infantaria, essa, na sua maioria, era formada dos moradores da vila e pequenos
agricultores armados de facões e ferramentas de trabalho cortantes. O nobre
chamou Snape para perto da barraca, os outros homens o saudaram, o plano lhe
foi exposto era algo como: correr para cima e ver o que vai dar. Severo torceu
o nariz:
- Isto não vai dar certo, vocês
tem que criar uma estratégia mais eficiente, como por exemplo, nós temos trinta
bons arqueiros podemos posicioná-los no alto do barranco e lançar uma chuva de
flecha, quando os Vikings se prepararem para revidar indo em direção ao
barranco, avançamos pelo outro flanco com os cavaleiros e a infantaria, assim
eles terão duas frentes para defender e nós poderemos vencer.
Os cavaleiros ficaram espantados.
– Ora para quem disse que não sabia pegar numa espada me parece que tem
conhecimento de estratégia militar. – falou Sir Alister
- Como eu disse ao senhor Duque,
passei minha vida dentro de uma guerra, algo tinha que aprender. – contatou.
O terceiro cavalheiro o que Snape
não conhecia era Sir Dunstan um homem de mais ou menos cinquenta anos, muito
experiente. Ele tinha sido responsável por treinar o Duque na arte da guerra
quando este ainda era um rapaz. De personalidade muito presunçosa e orgulhoso
de sua própria habilidade com a espada, achava que, mesmo como toda a idade,
ainda não existia homem que o derrotasse.
- Se o senhor quiser Prince,
gostaria de lhe ensinar alguns truques com a espada, assim se tudo der errado o
senhor não ficara indefesso.
Severo sorriu – obrigado pelo
oferecimento, mas eu sei cuidar de mim e acredite, não sou indefesso.
O homem desdenhou. – Espero não
encontrar seu corpo entre os mortos.
- Digo-lhe o mesmo. Retrucou Snape
olhando o outro nos olhos com ar de escárnio.
O duque percebendo a tensão interrompeu:
- Muito bem, eu acho que estamos resolvidos, eu gosto da ideia de Severo e
vamos executa-la. – Dunstan torceu o nariz, mas concordou vencido.
Os homens foram reunidos e
partiram para a batalha, iam atacar a noite no escuro e esperavam ter a vitoria
ao amanhecer.
O Duque montado em seu cavalo
percorreu as fileiras de seu pequeno exercito conclamando-os para a batalha.
- Nós estamos lutando não apenas
por nossas vidas, mas pelas vidas daqueles que amamos, de nossas esposas e
filhos, não pela terra, mas por nosso lar, aqui nós nascemos e aqui nós
morreremos, por nossas famílias, por nossas casas e por tudo que acreditamos.
Que Deus esteja conosco e faça justiça.
Os homens irromperam em gritos de
viva e partiram para a batalha.
As flechas cortaram o ar criando
um sumido alto, e pouco depois os gritos dos Vikings podiam ser ouvidos, eles
se levantaram e correram em direção ao barranco para logo perceber que por traz
eram atacados pela cavalaria do duque.
Hermione colocou a mão sobre o peito,
ela sentiu que tinha começado, seu coração acelerou e ela se levantou indo para
junto da duquesa. A senhora também parecia transtornada naquele momento e
repetia sem parar suas orações. Hermione a abraçou-a mulher tremia.
“Sancta María, Mater Dei,
(Santa Maria, Mãe de Deus,)
ora pro nobis peccatóribus,
(rogai por nós, pecadores,)
nunc et in hora mortis nostrae.
(agora e na hora de nossa morte.)
Amen.”
Os homens desceram em uma
correria inabalada barranco abaixo, gritando como loucos, o encontro dos dois
exércitos foi como um estrondo surdo, logo o ar estava cheio de poeira e o
cheiro metálico de sangue começava a se tornar nauseante.
Parara de chover e Severo estava
sobre o barranco observando de longe junto ao duque e seu filho os soldados
lutando, quando, do meio da batalha, ele viu um raio verde surgir do dentre os
homens seguido de outro e outro, e a cada raio um homem morria, eram maldições
da morte, Avada kedavras, naquele momento outros feitiços começaram a cortar o
ar. Severo ficou tenso, e prestando a atenção viu que quem os lançava eram os vikings,
eles eram bruxos.
Snape puxou seu cavalo para se
aproximar do Duque, ele estava apavorado – Sua graça tem que mandar o Exercito
bater em retirada, temos que sair daqui agora se não morreremos todos.
O Nobre se virou para seu medico
como se esse tivesse sido acometido de alguma loucura temporária, mas ao ver a
cara muito seria e imperativa do homem resolveu perguntar por que deveriam se
retirar.
- Sua graça não está vendo os
raios coloridos? – O duque fixou os olhos na batalha – Sim estou vendo, que
diabo é isso? Senhor Prince, o senhor conhece essa arma.
- Sim sua graça eu conheço e
nossos homens não são páreo para elas, eles vão matar a todos mais rápido do
que sua graça imagina, mandem que voltem para cá e vamos fugir para o castelo,
lá teremos alguma chance.
- Bobagem! Não vou leva-los a
minha porta, isso acaba aqui, temos mais homens. Venceremos!
Snape não teve tempo de
argumentar por que um dos vikings aparatou bem de fronte a eles e gritou.
- Trouxas estúpidos, nós vamos
matá-los todos e depois iremos até o seu castelo e faremos uma festinhas com as
suas mulheres. Você ai – apontou para o Duque, tem filhas bonitas, vou adorar conhecê-las.
O Duque não acreditava no que
tinha visto: O homem havia se materializado há sua frente como o próprio
demônio, e agora o desafiava. Como não era um covarde se preparou para atacar o
adversário quando Severo o impediu. – Essa luta sua graça não poderá vencer,
deixe que eu o represente.
Antes de responder, o duque viu
Severo se transformar em uma fumaça preta e sair em disparada em direção ao
viking. O Nórdico se assustou indo mais para trás e gritando – Olha só que
coisa entranha, um bruxo do lado desses trouxas, fala para mim, um de nós meteu
com a sua mãezinha e você nasceu?
Severo parou em pé olhando bem para
homem, tinha um olhar assassino. – Eu não sou um bastardo como você – vociferou
o homem de negro. – E me ofender só vai fazer sua morte ser mais lenta e
dolorida.
O Duque e o conde estavam boquiabertos,
o medico era um deles, mas o que eles eram? Tinham ouvido o homem chama-lo de
bruxo, talvez fosse isso, eles conheciam a lenda de Merlin e outras tantas
sobre pessoas com poderes, mas nunca viram nenhuma, o padre sempre ensinou que essas
coisas vêm do demônio, mas se fosse assim o seu companheiro medico devia ter um
arrependido, por que ele só tinha ajudado as pessoas e entrava na igreja sem
problemas, sempre souberam que quem tem pacto com o diabo não consegue pisar em
solo sagrado.
Os dois bruxos começaram um duelo
feroz, diferente do que ouve com o Godric, esse era vida ou morte, e Severo
estava ciente disso, o viking era duro, sabia muito bem usar sua varinha a
troca de feitiços estava sendo rápida e cruel.
- Ei bruxo dos trouxas, você até
que não é ruim, quem o treinou fez um bom trabalho. – Severo bufou. – Você
ainda não viu nada. – E começou a tentar invadir a mente do viking.
O homem gritou – Pare de tentar
invadir a minha mente, está perdendo o seu tempo, sei que é bom nisso por que
também não consegui entrar na sua, não perca o seu tempo por que se o fizer vou
lhe matar. Não sabia que esses ingleses estúpidos sabiam oclumência – O Homem
deu uma gargalhada. – Diga para mim bruxão, você é casado? Depois que matar
você vou arrancar sua cabeça e entrar no castelo com ela na mão, quando sua esposa
a ver e gritar saberei quem ela é, e darei lhe a honra de ser a primeira
vagabunda que eu vou estuprar. Quem sabe eu a deixe viva para que possa ter um
filho meu, ele será mais bonito que se fosse seu.
Severo quase vacilou com o que
ouviu, teve que pular para o lado para não ser acertado por uma azaração. O
Homem riu em triunfo, tinha achado o ponto fraco de seu oponente.
Severo notou o que estava
acontecendo e se concentrou não dando ouvidos as coisas que o viking falava.
Respirou fundo e arrancando de dentro de si um ódio que a muito não usava, algo
que era necessário a seu disfarce de comensal e que ele achou que nunca mais
usaria, um olhar frio e morto se estalou em seu rosto. O viking notou a mudança
e estremeceu, foi o segundo que faltou para que ele pudesse impedir que Severo
lança-se um crucius terrível que o atingiu em cheio.
O Homem começou a se contorcer e
a gritar enquanto era torturado sem piedade pelo outro, o duque e o conde
estavam tão boquiabertos que mau se mexiam nas celas dos cavalos, o poder que
emanava do medico fazia todo o ar parecer quente, e deu para sentir quando ele
parou de torturar o homem e falou:
- Chega, se me pedir desculpas
agora e implorar deixarei você morrer com um avada, se não vou deixar você ai
no chão sagrando até morrer.
O viking mau se mexia, olhava
para o homem de preto com terror nos olhos. – Severo parou, tinha ido longe
demais, aquele era o comensal dentro dele, algo que tinha sido enterrado, e
voltara a vida pelas palavras duras do outro. – Avada Kedavra.
O viking estava morto, Severo
ficou parado ao lado do corpo olhando. Seu cabelo negro despenteado caindo
sobre sua face o escondia do mundo por alguns instantes, ele estava
envergonhado de seu ímpeto, tinha, nos últimos tempos, quase certeza que havia se
tornado um homem melhor, mas percebera que seu demônio estava apenas dormindo,
e que se ele não cuidasse poderia vir a tona a qualquer hora.
Foi interrompido pelo duque que
se aproximou a cavalo, o homem estava branco quando perguntou ainda montado.
- Você é um deles, um viking? –
Severo ergueu a cabeça e o duque pode ver a tristeza estampada no rosto de
Snape e se compadeceu ao ouvir um bufo dolorido antes de a voz grave, e naquele
momento embargada do bruxo responder.
- Não eu não sou, sou tão inglês
quando sua graça, apesar de não ser melhor que eles. Se quer saber ele é um
bruxo, assim como eu, existem bruxos de todas as nacionalidades.
- Como um homem se torna um
bruxo? Foi através um pacto com o demônio? – Severo riu – Não sua graça, se
nasce assim, não é uma escolha. De onde eu vim todos são bruxos.
- Todos são maus como esses?
- Não a maioria só quer viver em
paz, mas com poderes como os nossos as guerras são frequentes, mas a maioria
entre bruxo não com trouxas.
- Como assim trouxas?
– É assim que os bruxos chamam os não bruxos,
não é uma ofensa.
O Duque aquiesceu meio
desgostoso. – Acabei de ordenar a retirada, o exercito que sobrou está subindo
o barranco. O que vamos fazer, pelo que eu vi desse duelo, não temos chance
contra eles, isso é um fato. E me diga, eles pode chegar ao castelo antes de
nós? – Severo estremeceu, ele não tinha pensado nisso, o castelo estava
desprotegido, Lembrando-se de Hermione teve uma ideia. Estalou os dedos e falou
em voz alta – Prinny.
A elfo apareceu e assim que viu o
duque, olhou para Severo preocupada, ele não deu importância e logo deu a
ordem:
- Prinny volte para o castelo, vá
até Hermione e avise que os vikings são bruxo e estão indo para lá, fale para
ela proteger o castelo contra aparatação e feitiços o melhor que puder. É diga
a ela para que, em hipótese alguma, venha para cá entendeu? – A pequena criatura balançou a cabeça
afirmativamente bem rápido e já se despedia quando o duque chegou perto e a
vendo se espantou – Meu Deus! Você é real? Não é fruto da minha imaginação? Eu me
lembro de você de quando era criança na casa de minha avó, você cuidava de mim,
sempre pensei, depois de mais velho, que tinha imaginado você.
A elfo sorriu para o homem e
falou – Prinny sempre gostou do senhor duque, mas Prinny teve que sumir quando
o senhor ficou muito grande para se enganar com a imaginação. O duque se
aproximou e abraçou a elfo que sentiu uma lagrima sair dos olhos enormes. O
momento foi quebrado por um som ensurdecedor dos homens chegando, Severo notou
que, muitos tinham morrido ou eram carregados por seus companheiros, e ficou
pesaroso, Sir Alister veio correndo. A elfo se afastou e aparatou para cumprir
as ordens de seu mestre.
- Nunca vi nada como isso, eles
soltam raios que matam um homem com um só disparo. Eles estão atrás de nós os
arqueiros os retardaram mas logo estarão aqui.
O Duque olhou para Severo sem
saber o que fazer, os homens estavam em pânico e o risco de uma debandada era
real.
Snape pegou sua farinha e a
encostou no pescoço aumentando a sua voz com um Sonorus e falou – Todos o mais
juntos possível. Venham para perto do duque deixem pouco espaço entre vocês.
O espanto foi geral, mas ninguém
ousou desobedecer a voz de comando e começaram a se unir, assim que um bolo humano
foi formando, Snape ergueu a varinha a conjutou um protego maxima sobre o
exercito e um feitiço que impedia que eles aparatassem do campo de batalha,
dano tempo para se recuperarem, não seria por muito tempo, era verdade, por que
logo os viking quebrariam o feitiço, ele só esperava que fosse o bastante.
O duque estava tonto com tudo
aquilo, ele se lembrava do elfo de sua infância e começou a se perguntar o que
sua avó fazia com uma criatura dessas em casa. Severo se aproximou do nobre e
como se adivinhasse o que o outro pensava esclareceu – Sua avó era uma bruxa,
esse elfo era dela e estava na minha casa, quando sua graça me a deu a mim os
termos diziam que tudo que estivesse dentro da casa passava a me pertencer,
como a elfo é uma posse dela passou a me ver como seu mestre.
- Ela é sua escrava? Não a tratem
mal, eu gostava muito dela quando era pequeno.
- Ela não é uma escrava é uma serva,
fique tranquilo, Hermione a mima como a uma criança, ela está feliz conosco. –
o duque sorriu.
- Quanto tempo acha que ela
levara para chegar ao castelo?
- Já deve estar lá nesse momento.
– o nobre ficou espantado. – o senhor poderia ir para lá tão rápido também?
- Sim, ou até para mais
longe.
- Obrigada então. – Severo não
entendeu e o duque explicou. – Se o senhor tinha a possibilidade de ir para
longe e ficou, quer dizer que escolheu nos ajudar e se colocou em risco por
nós. - Severo fez que sim. E se calou antes que falasse alguma coisa que se
arrependeria tomando pela emoção. O duque percebeu o incômodo do bruxo, e com
pouco que o conhecia já tinha percebido que era um homem reservado e resolveu
puxar outro assunto.
- O senhor mandou a elfo, é isso
que ela é? – perguntou o duque e Severo confirmou – O senhor a mandou para sua
esposa, o que acha que ela pode fazer, é só uma mulher.
- Hermione é uma bruxa e está longe
de ser uma criatura indefesa, ela sabe se cuidar e também pode fazer o mesmo
feitiço que acabei de executar criando esse escudo, só que sobre o castelo.
O duque ficou muito impressionado.
– Ela é tão poderosa quando o Senhor? – Severo pensou para responder por um
instante. – Não sei ao certo, mais ela é bem impressionante, apenas é muito
jovem, o que diferencia realmente um bruxo do outro são os feitiços que ele
sabe e o quão bem ele é treinado e experiente.
- As suas mulheres são tão
poderosas quanto os homens – Severo riu ao responder – Sim elas são.
O duque passou a mão pelos
cabelos. – Vocês são corajosos, imagina se casar com uma mulher assim poderosa.
Severo agora ria abertamente –
Logo os bruxos aprendem a não arrumar brigas em casa e a dormir com a varinha
embaixo do travesseiro.
Os dois homens ainda riam quando
Sir Dunstan veio correndo em direção a eles empurrando os outros. – Que
bruxaria endemoniada é essa que nos prendeu aqui nessa gaiola, temos que nos
soltar e correr para o ataque!
- Dunstan calma, isso não é uma
prisão é uma escudo. – O duque começou a explicar e o velho cavalheiro ficou
cada vez mais irritado.
Enquanto isso Snape ficava
pensando em como sairiam dali.
Hermione ainda estava abraçada a
duquesa quando ouviu um ploc próximo a ela, se virou e viu Prinny torcendo as
mãozinhas e a olhando assustada. A duquesa deu um grito e saiu correndo para o
canto da sala. – Que criatura é essa! Deus do céu. – Ela segurava com força o
terço junto ao peito.
A bruxa correu em dizer. –
Abigail, essa é Prinny, ela é minha amiga não se preocupe. – E para Prinny ela
falou brava: - Como você me aparece visível aqui? O que eu vou dizer para a...
Ela não pode terminar a frase por
que a elfo a interrompeu:
- Senhora Prinny não teve tempo
para vir invisível, é uma emergência, o mestre chamou Prinny no campo de batalha
e pediu para Prinny dar um recado para a senhora.
- Prinny você viu Severo, ele
está bem? – A duquesa que ainda estava com medo ouviu que a criatura tinha
noticias do campo de batalha e perguntou meio sem jeito. – o Duque também está
bem?
A elfo respondeu as duas – Eles
estão bem, mas senhora, preciso dar o recado, o mestre mandou dizer que os
vikings são bruxos e estão vindo para cá, e que a senhora deve fazer feitiços
para proteger o castelo e disse que de jeito nenhum a mestra deve ir até o
campo de batalha.
Hermione ficou branca e se
levantou em um estalo indo rapidamente para a janela e a abriu, o vento frio da
noite a chicoteou, a bruxa ergueu a varinha e começou a lançar todos os
feitiços de proteção que se lembrava sobre o castelo, se sentindo satisfeita,
se voltou para Prinny:
- Já protegi o castelo, mas não
posso segurar os feitiços sozinha por muito tempo, Agora me responda, como está
a situação do exercito.
A elfo mediu as palavras. – Bem
senhora, Prinny não sabe bem, - Hermione percebendo o embaraço da serva ordenou
– Prinny eu quero a verdade. – A elfo não podendo se recusar falou de uma vez.
– Eles estão encurralados sobre um escudo de proteção do mestre, não sei quanto
o mestre pode aquentar, e depois que o escudo for quebrado eles não tem chance.
A bruxa deu um grito. A duquesa,
apesar de não ter entendido tudo o que a elfo tinha dito entendeu o suficiente
para começar a chorar e voltar a rezar. Hermione ficou de pé e se pôs a caminhar
em círculos. – Prinny você sabe quantos vikings estão na batalha? – A elfo
respondeu – Prinny acha que devem ser um sessenta, Prinny olhou antes de vir
para cá por que sabia que a senhora ia querer saber.
- Prinny você é perfeita. – A
elfo ficou sem graça e tapou os olhos com as mãos.
Hermione continuou a pensar e de
repente teve uma ideia:
- Prinny você sabe onde fica
Hogwarts a escola de bruxos?
A pequena elfo respondeu que sim.
– Prinny estive lá uma vez com a duquesa, mas ainda não era uma escola, era só
um castelo.
- Ótimo Prinny! Quero que vá a
esse castelo e procure uma mulher chamada Helga Lufa-Lufa, conte a ela o que
está acontecendo e diga que é um pedido de ajuda de Hermione Prince e do
Professor Prince. Entendeu bem.
A elfo disse que sim e
desaparatou o mais rápido que pode. Hermione olhou para a duquesa que estava
chocada com tudo. – Eu sei Abigail que você quer um monte de explicações, eu te
darei algumas, mas antes tome um copo de água e sente-se aqui, mostrou o sofá.
Hermione passou todo o tempo que
esperou por Prinny explicando tudo a duquesa, a mulher disse que se não tivesse
visto acharia que a pobre amiga tinha enlouquecido.
A elfo voltou em pouco menos de
meia hora, Hermione estava muito nervosa àquela altura, ela não sabia se Severo
estava aquentando bem com as proteções e se a Helga poderia ajuda-la de alguma
forma.
A pequena criatura correu para
sua mestra e junto a ela uma muito afobada Helga que tinha sido aparatada
dentro do castelo pela elfo. – Querida é
mesmo verdade que aqueles bárbaros estão atacando estes trouxas, meus Deus! O
ministro da magia está muito nervoso, esses vikings, eles não tem ministério lá
no norte por isso fazem o que querem, mas dessa vez não iram se dar bem. Uma
tropa de aurores está fora das suas proteções esperando para atacar assim que
nos dizer onde. È tem mais, Rawena, Godric e Salazar, que você ainda não
conhece, também estão ai.
Hermione não teve tempo de
apresentar a amiga a duquesa e pediu logo a Prinny que mostrasse o caminho e as
levasse para junto dos auroes. A elfo, no entanto se recusou a leva-la – Eu não
posso levar a mestra, o mestre disse que não era para a senhora ir ao campo de
batalha, e Prinny não vai leva-la.
A bruxa ficou muito nervosa, mas
notando que a discussão só atrasaria, deixou que elas partissem, mas
secretamente saiu do castelo e aparatou atrás delas. Não seria uma grifinória
se deixasse Severo sozinho naquela situação.
Assim que desaparatou ela viu que
os aurores estavam, partindo para cima dos vikings com tudo. A bruxa procurou
com os olhos Severo, o encontrou saindo do meio do bolo humano voando sobre
todos, da mesma forma que ele fez para fugir de Hogwarts, e lançava azarações
diversas sobre os vikings. Ela correu para a batalha e se aproximou de Helga
que ao vê-la se assustou. – O que você está fazendo aqui? – Não teve resposta,
pois na mesma hora um viking raivoso partiu para cima das duas e Hermione
começou a duelar com ele ferozmente, a Lufa-Lufa se espantou com a habilidade
da moça e correu para ajudá-la.
Severo viu Hermione correr para
Helga e soltou um palavrão, voou em direção a ela, e com um feitiço a puxou
para cima e a colocou há suas costas.
- O que a senhora minha esposa está
fazendo aqui? – Hermione se segurou em Snape para não cair. – Vim garantir que
você volte para casa inteiro.
Snape deu um sorriso debochado
com o canto da boca. – Está muito pretensiosa, acho que posso garantir a minha
segurança sozinho. – como se para fazê-lo pagar a língua, uma azaração veio em
direção a ele sem que percebesse por estar distraído com a bruxa e foi
bloqueada por Hermione. A bruxa ergueu uma sobrancelha. – Acabei de salvar a
sua pele, talvez eu seja útil afinal.
O bruxo franziu a boca em
desdenho. – Só aconteceu por que estava conversando com você, mas já que está
aqui se segure que temos muitos vikings para abater ainda.
Deu meia volta no ar e os dois
juntos lançaram azarações sobre os nórdicos.
A batalha durou pouco, logo todos
os nórdicos sobreviventes estavam sentados no chão juntos e acorrentados
magicamente, a sua volta estavam os aurores e Severo pode finalmente retirar o
escudo dos soldados do duque, esses de tão assustados nem se moveram, somente o
nobre saiu do meio dele e foi ter com os visitantes.
- Obrigado, vocês são mesmo
incríveis, não sei nem o que dizer, essa foi a coisa mais fabulosa que eu já
vi. – o duque estava eufórico quando se aproximou dos bruxos.
Severo se adiantou e apresentou-o
ao grupo. – Esse é o Duque de Cumbria, dono dessas terras e do exercito, foi o
castelo dele que nós salvamos.
O duque fez uma reverência
agradecendo e Severo começou a apresentar as pessoas individualmente. – Esses,
sua graça, são os professores de Hogwarts uma escola para bruxos, eles são
bruxos excepcionais em suas artes e vieram para cá a pedido de Hermione
acredito.
Os bruxos confirmaram e Helga foi
a primeira a dar um passo a frente e se apresentar. – Eu sou Helga Lufa-Lufa, é
um prazer conhecê-lo. – O duque se aproximou e beijou a mão da bruxa, que ficou
bem vermelha e deu uma risadinha nervosa. Depois dela foi a fez de Rawena e
Godric se apresentarem.
Por ultimo se aproximou um homem
que Severo ainda não conhecia, ele estendeu a mão a Snape primeiro que ao
duque. – Acho que já deve ter ouvido falar de mim através de meus amigos. Eu
sou Salazar Sonserina, e tenho muito prazer em conhecê-lo, o senhor é um bruxo
fantástico, nunca vi a metade dos feitiços que lançou hoje durante a batalha,
fiquei orgulhoso por saber que foi selecionado para a minha casa.
Hermione sorriu ao ver que Severo
tinha ficado timido, ela imaginava como ele devia estar se sentindo com aquele
elogio, era o próprio Sonserino dizendo o quanto o achava fantástico.
Rawena se aproximou. – Senhor
Prince, realmente impressionante seu desempenho essa noite. Desculpe, mas tenho
que reinterar: Não quer mesmo voltar a atrás e vir ensinar em Hogwarts, tenho
certeza que seria um professor valiosíssimo para a escola.
O bruxo de negro agradeceu. – Não
obrigado, eu estou muito bem junto ao Duque e a vila, gosto de morar aqui, e
acredito que minha esposa também.
O Duque que ouvia a alguns passos
de distância interveio. – Por favor, não queiram levar o meu amigo daqui, não
saberia o que fazer sem ele.
Severo não gargalhou por que ia
parecer surreal, se sentiu muito estranho vendo essas pessoas disputarem sua
companhia depois de tudo que ele tinha ouvido no futuro, tanto de Minerva
quanto de todos os outro bruxos era algo que fazia-o pensar em como a ideia de
partir para o passado tenha sido a melhor de sua vida, isso sem falar de
Hermione, essa não fora escolha dele, no entanto ele estava perfeitamente feliz
com esse adendo do destino.
Eles ainda conversavam quando uma
auror se aproximou e se dirigiu ao grupo de bruxos. – Teremos que obliviar
todos esses trouxas, meu Deus, será um trabalhão, mas não podemos deixa-los
sabendo de nossa existência. Vikings desgraçados, é sempre assim eles invadem
uma terra trouxa qualquer, matam, roubam tudo e no fim temos ainda que ir até
lá obliviar os sobreviventes. O pior é que, nós os prendemos para depois o Rei
da Noruega nos manda uma carta pedindo que os mande de volta ao lar e ai um mês
depois estão eles de volta. Criaturas ignóbeis. Estou feliz dessa vez por que o
nosso rei, junto com o ministro decidiram que não vão devolver esses aqui e
enquadra-los por quebra do estatuto do sigilo, vamos ver se isso resolve.
A auror estava raivosa quando deu
as costas e se juntou aos outro aurores para começar a obliviar os soldados do
duque, eles achariam que tinham vencido os vikings e que os que sobraram
fugiram. O duque se preocupou com o que estava acontecendo e Severo teve que
explicar a ele e tranquilizá-lo dizendo que seria melhor assim, eles não deviam
saber sobre os bruxos, isso poderia ser perigoso para ambos os lados. O nobre
depois de ponderar uns instantes concordou.
Um auror se aproximou do grupo
dizendo que tinha que obliviar o duque e seu filho, Severo, no entanto
interveio. – Eles não precisam ser obliviados, pois vem de uma família bruxa, a
avó dele era uma de nós. O auror deu um passo para trás e perguntou ao nobre. –
Isso é verdade senhor?
- Sim minha avó era uma bruxa. –
E dando um sorriso de canto de boca para Severo completou. – Passei minha
infância sendo cuidado por um elfo doméstico na casa dela.
Severo admirou a perspicácia de
seu amigo afinal, até ver Prinny o nobre mau se lembrava dela, a fala, no
entanto surtiu o efeito desejado e o auror sorriu e completou: - Se é assim,
vou avisar aos outro, dando meia volta.
Os aurores foram embora junto aos
vikings e o duque convidou os professores para irem ao castelo para uma refeição
e descasarem antes da viagem de volta, eles, no entanto recusaram dizendo ser
arriscado para o estatuto do sigilo. Despediram-se ali mesmo, na hora de partir
Godric se aproximou de Severo e Hermione.
- Queria pedir desculpas para
vocês, estou muito envergonhado do meu comportamento, me perdoem.
- Se Hermione o perdoar farei o
mesmo, apesar disso não significar que esquecerei o que fez, todavia não o
considerarei um inimigo. – o bruxo ruivo engoliu seco e aceitou o fato.
Hermione não estava bem certa se o perdoaria,
olhou bem para o bruxo ruivo e viu nos olhos dele arrependimento verdadeiro,
resolveu perdoa-lo e assim o fez. O bruxo agradeceu e partiu com os outros.
Todos os homens montaram em seus
cavalos, inclusive Severo que carregava Hermione em sua garupa e voltaram para
o castelo.
No caminho Hermione falou:
- Severo, então eram por ser
bruxos que os vikings eram tão invencíveis e poderosos, nossa, nunca soube
disso nas aulas de historia da magia.
- Nem eu nunca soube, acho que
esses aurores obliviaram tanta gente que a historia se apagou até do mundo
bruxo. Você sabe que eles sabem legimência, tentei ler a mente deles e foi
bloqueado. Provavelmente eles que trouxeram esse feitiço para a Inglaterra.
Gente perigosa essa!
Hermione riu dele.
– Sim muito perigosos, assim como
nós.
- De jeito nenhum agora eu sou o
mocinho da historia.
O bruxo riu e esporeou os cavalos
já vendo o castelo ao longe.
Todos se reuniram no salão do
castelo do duque, já era manhã alta e ninguém havia dormido, mas pareciam não
se importar, pois comemoravam brindando e gritando vivas a derrota humilhante
dos vikings. Dos trouxas, Somente a família do duque sabia a verdade e Severo
estava muito contente por isso, gostava de ter uma vida simples ali, o que
seria impossível se todos da vila soubessem o que eles eram. Só de pensar no
padre e no que ele diria o fazia sentir arrepios. Hermione estava sorrindo a
seu lado e era isso que importava.
Um mês se passou e ninguém mais
falava da batalha, o desenrolar da vida tinha feito irrelevante o fato que
antes era tão emocionante. Severo e Hermione estavam no castelo na sala
particular da Duquesa tomando chá com o nobre casal e suas crianças pequenas.
A jovem Gertrude corria alegre em
volta da mesa enquanto seu irmão Teobaldo brincava, sentado no tapete com
alguns soldadinhos de madeira muito bonitos e coloridos. De repente o pequeno
deu uma exclamação de admiração o que atraiu a atenção dos adultos, ao olharem
viram que todos os soldadinhos estavam flutuando em volta da cabeça do menino e
ele aplaudia feliz com o feito. A duquesa se espantou e se virou para Hermione
que sorria. – Acho que temos um bruxinho na família!
Vendo a cara espantada de mulher
ao ver os soldados começarem a rodar em volta da cabeça de seu filho mais novo
completou. - Não se preocupe isso é normal em crianças mágicas, quando eu era
pequena quebrei todos os enfeites de porcelana da minha mãe do mesmo jeito.
Severo ergueu as sobrancelhas ao
ver a cena.
– Era de se esperar que alguém herdasse os
poderes da vovó. – o duque encantado deu um sorriso para o amigo.
Hermione se aproximou de Severo e
falou baixinho em seu ouvido para que só ele ouvisse. – Será bom para o nosso
bruxinho ou bruxinha ter um amigo como
ele.
Severo olhou para ela com os
olhos arregalados. – você tem certeza disso? – Hermione muito tímida fez que
sim com a cabeça.
O bruxo de negro, esquecendo-se
da presença dos amigos tomou Hermione nos braços e a girou no ar a erguendo do
chão alto o suficiente para beijar lhe a barriga e depois a desceu e a beijou
nos lábios. Severo não podia estar mais feliz com o seu possível futuro no
passado.
FIM
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nota da Autora:
Oi gente, ai está o ultimo
capitulo, mas calma não acabou tem o EPÍLOGO que vira em breve...
Eu sei que demorei muito para
postar esse cap e que vocês devem estar loucas comigo, desculpem! Adoro vocês e
tentarei não fazer isso de novo. O epilogo deve sair essa semana mesmo, um
beijão para vocês...
Comentem por favor!!!!!!!

3 comentários:
Maravilhosa a fic!
*--*
adoreiiiiiiiii cada capitulo estava ansiosa pelo final meus parabéns ......... e a mehor fic que já li;;;;;;;;;;;;;obrigado pela maravilhosa fic de severo snape e Hermione ,,,,, escreva maiiiiiis ta
Adorei cada cap.É a melhor fic de Severo e Hermione e espero muitos outros, escreva mais por favou.
Postar um comentário