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Vida de Pinto
Snape dormia
profundamente, estava quente e confortável onde se encontrava, acordou e
estranhou que ainda estivesse escuro. Há anos ele acordava sempre a mesma hora,
não importava que a horas fosse se deitar para dormir, ele sempre se levantava
as seis da manhã, e nunca precisou de um despertador.
Olhou à volta,
era tudo escuro, ele estava totalmente em baixo das cobertas. - Mas que horas
seriam? – Pensou. - Devia ser cedo, talvez ele devesse tentar dormir de novo...
Não. Estava totalmente desperto. Desistiu e resolveu levantar.
Era estranho,
quando ele tentava levantar sentia uma pressão... Parecia estar... Preso à
cama? E sentia o corpo estranho... Como se ele todo inchasse. Achou que devia
estar doente.
De repente
tudo se iluminou, a luz da manhã entrou gloriosa em seus olhos. Fracassadamente
ele tentou levantar uma das mãos para tapar os olhos, não conseguiu, olhou para
o quarto e notou que estava dormindo no meio da cama, e que tudo parecia maior
do que o normal. Por quê?
Uma risada
retumbante cortou o silêncio. Era uma risada sarcástica que ele bem conhecia.
Sua risada sarcástica... Bem... Só podia ser o príncipe, que possuía a voz
igual a dele.
- E ai, já
sacou ou eu vou ter o prazer de te contar tio, ou melhor... Hoje eu sou o tio.
– Disse o Príncipe atrevido.
Snape teve
vontade de vomitar. – Não é possível!!! – ele pensou - Tentou se mexer
novamente. ERA UM PESADELO E TINHA QUE ACORDAR!!! Tentou olhar para o próprio
corpo, e com pesar constatou: Ele estava em seu pênis, ele era o príncipe.
- Não – Ele
negou para si mesmo. - Ainda devia estar dormindo! - Pensou em se beliscar,
quando tentou levantar o braço percebeu que ele não tinha um braço para
levantar!!! Aquilo não era um sonho.
Ficou com
muita raiva, sentiu-se capaz de explodir, olhou para seu rosto, este o olhava
com um sorriso debochado. Era um sorriso de triunfo! Um irritante e pedante
sorriso irônico! E pela primeira vez em sua vida, ele pode provar um pouquinho
do veneno de suas expressões desdenhosas.
O Príncipe cortou
novamente o silêncio e disse:
- Está por
dentro cara? Já entrou de ‘cabeça’ na idéia? HaHaHa – Ele gargalhou com as
próprias ironias. - Você hoje vai saber como é ser eu. Terá um maravilhoso dia
de pinto! E não se preocupe, terá de mim um tratamento V.I.P.! – O Príncipe
disse animado chutando o resto de coberta da cama e se levantando em um pulo.
Snape começou
a tremer, ficou apavorado, será que ele seria para sempre um pênis? Será que teria
que viver assim para sempre???
-Escute seu
cretino, seja lá como você tenha feito isso, desfaça! É uma ordem! Volte para o
seu lugar e me devolva meu corpo, agora! – Snape não sabia o que tinha
acontecido, não entendia como eles haviam trocado de lugar, só tinha uma
certeza: Tudo aquilo só podia ser obra daquele maldito cacete!!!
O príncipe
começou a rir e disse: – Calma meu velho, o dia esta só começando. E para o seu
governo, eu não tive nada haver com isso. Foi a lua. Hoje é o ultimo dia da lua
crescente. E nesse dia maravilhoso, eu, a parte melhor de você, mandarei no
jogo e você esta reduzido a minha existência secundaria. Essas são as regras do
jogo!
Neste momento
o Príncipe pegou a varinha de forma displicente. Severo, de sua nova posição
abaixo do umbigo disse com raiva:
- Largue isso
seu estúpido! Ou vai se arrepender!!!
- HaHaHa! – E
quem vai me impedir? – O Príncipe perguntou irônico.
- Você não
sabe como usar mágica! Vai fazer bobagem! – Snape respondeu odiando...
odiando... Odiando o seu próprio pinto!
- Ai, ai,
ai... Você está me saindo mais lerdo do que eu pensava Sev. É claro que sei
magia! Esqueceu que eu sou parte de você?
- NÃO! Você é
um maldito peru tagarela! Que se aproveitou do meu sono para tomar meu lugar!
Mas assim que eu descobrir como você fez isso, eu vou trocar de lugar! E você
pode ter certeza que quando isso acontecer você estará perdido! Eu pegarei a
Granger! E você sumirá para sempre!
-
Eu sei que você não tem orelhas, mas sei que você pode me ouvir Sev... Então
preste atenção agora: EU NÃO FIZ NADA. FOI A LUA QUE PROPICIOU NOSSA TROCA!
Severo ficou
parado e depois e uns minutos perguntou: – E isso durara quanto tempo?
- Oh! Pinto curioso!
– disse o Príncipe divertido. – Eu não precisava te responder... Mas vou, só
por que você é meu camarada... Bom... É uma pena, mas será apenas por hoje. No
virar da noite você volta para o seu lugar. – O Príncipe explicou. Severo
sentiu um misto de alivio e medo, pois mesmo sabendo que no dia seguinte
estaria em seu posto novamente, não sabia o que o Príncipe poderia fazer
‘hoje’.
- Bom... Mas
não vamos pensar nisso agora. – O Príncipe retirou Severo de suas divagações. -
Temos um dia inteiro para aproveitar... Vamos curtir – ele disse
diabolicamente. Acenou com a varinha e uma musica instrumental pesada surgiu no
ambiente...
Aquilo era...
Será? Rock trouxa? - Snape ficou mais preocupado ainda. O que seria essa
diversão que seu príncipe queria dizer? Coisa boa não podia.
- O que você
pretende fazer? – Severo perguntou - Lembre-se é da minha vida que você está
falando, da minha reputação!!!
O Príncipe começou
a rir e falou descontraído:
– Calma
Seve... Eu não vou fazer nada para lhe envergonhar... Não muito – o Príncipe
respondeu.
Severo sentiu
um frio na espinha, isso é, se ele tivesse uma espinha. Era obvio que seja lá o
que o pinto fizesse, ele ia se envergonhar.
- Olha Seve,
eu só vou me divertir um pouco... Viver a vida... Fique na sua tá? – O Príncipe
sabia que aquele dia seria sua glória, e que sua existência dependia de como
agiria neste único dia do mês em que estaria no poder. Tinha que afastar aquela
Grifinoriazinha do inferno para sempre! Assim, teria garantido sua existência.
- Snape sentiu
algo estranho. Sabia de alguma forma que o Príncipe estava tramando. Teve
vontade de gritar, mas se conteve e falou:
– Vamos fazer um
acordo, eu não o atrapalho no seu dia e você não faz nada que eu possa me
arrepender depois!
O príncipe olhou
para Severo e disse safadamente:
- Como você
está nervozinho... - pegou o pinto (quer dizer... o Sev!) e começou a massageá-lo,
mexer a pele, subir e descer a mão, masturbar-se...
Snape começou
a sentir a sensação e ficar estranhamente feliz. Era tão bom... Queria
entregar-se... Era como nas vezes que ele sucumbira à maldição impérius... mas logo
que percebeu o que estava acontecendo e teve vontade de xingar, mas o Príncipe
parou e falou:
– Está certo, se
você ficar calado, eu coopero com sua vida.
- Severo
sentiu um alivio, mas ao mesmo tempo ficou pensado se podia confiar no
príncipe.
Assustaram-se.
Alguém batia impiedosamente. Ambos olharam para a porta quando as batidas
cruéis aumentaram desesperadas.
Snape pensou
em pegar a varinha para abrir a porta, mas lembrou de sua condição e falou:
– Vamos Príncipe!
Abra a porta antes que ela venha a baixo!
– Quer que eu
abra assim, com você para fora? Ou você vai entrar para dentro do pijama? – Disse
o Príncipe ordinário. Snape ficou constrangido e entrou para a calça. O
príncipe abriu a porta com um aceno de varinha.
Quem entrou
foi um muito afoito Dumbledore. O velho estava com um olhar apavorado e já foi
logo falando – Severo! Meu irmão acabou de me mandar uma coruja me contado um
detalhe que tinha se esquecido sobre sua condição, ele me avisou que nessa lua poderia
acontecer de você...
- Ei! Cale a
boca. Não gosto desta balburdia logo de manhã - O príncipe interrompeu mal
educado. E continuou: - E me chame de Príncipe, velho, que eu não gosto de você!
E seja mais respeitoso comigo. – Ele completou com soberba.
Dumbledore
esbugalhou os olhos. O que ele temia que acontecesse já tinha acontecido. O
diretor parou um instante e falou:
– Seu atrevido,
deixe-me falar com Severo!
O príncipe
desabou a rir. – Velho tarado! Quer ter um encontro com meu bilau eim? To vendo
tudo. Essa coisa de confiança subiu tua cabeça...
Dumbledore chegou
a pegar a varinha (a dele! não o Príncipe) para azarar o insolente, mas
desistiu pensando na integridade física de Severo, contendo o ímpeto ele falou:
– Não seja
pervertido seu insolente! Eu só quero falar com Severo, ponha-o para fora.
O Príncipe riu
desdenhoso e foi abrindo a calça enquanto dava umas reboladinhas e assoviava
uma musiquinha de striptease. Dumbledore bufou e olhou para o teto pensado, até
aonde iria aquela palhaçada. Severo saiu murcho para fora, ele estava
humilhado, ter que falar com Dumbledore na forma de pinto, ele achava, que era
a coisa mais degradante que já tinha passado na vida... (depois de ter os dois
integrantes machos do trio ternura em suas bolas é claro).
- Severo como
você está? – Disse Dumbledore consternado - Calma meu filho, isso vai durar
apenas um dia...
Severo
levantou aos poucos, olhou Dumbledore e falou:
– É eu sei. Esse
nojento ai de cima já me contou – Dumbledore ficou morto de pena do amigo, mas
não queria estar no lugar dele nem por uma viajem a fabrica de caramelos de
limão.
– Príncipe
acho melhor você ficar nos aposentos de Severo nesse do dia, eu darei um jeito
nas aulas e no resto. Tire o dia para descansar. – Dumbledore falou.
O Príncipe
colocou as duas mãos na cintura, e pondo o pinto para frente com ar ameaçador
falou:
- Nem fudendo
eu fico aqui nesse quarto, eu vou aproveitar o meu tempo, DA MELHOR MANEIA
POSSIVEL – frisou bem as ultimas palavras, falando-as lentamente.
Dumbledore se
sentiu acuado. Fora a postura do Príncipe, ainda tinha a preocupação com o que
ele poderia fazer...
– Príncipe,
você não vai aprontar nada, eu não vou permitir!
- Quem é você,
velho barbudo, para em impedir? Eu vou fazer o que eu quiser – O Príncipe falou
indignado e ameaçador.
Severo ouvindo
falou:
– E nosso acordo?
O Príncipe
respondeu:
– Sim eu
sei... Nada que você possa se arrepender, pode deixar, eu não vou matar
ninguém, só vou me divertir.
Dumbledore
pensou em perguntar mais do acordo, mas desistiu ao achar que ouviria outro
comentário degradante do Príncipe, e para ele já bastava. Iria deixar as coisas
como estavam e ver no que ia dar. No máximo ia ter de estuporar Severo e
esperar o dia passar para reanimá-lo. Saiu do quarto pisando duro e foi tomar
café pensando: “Seja o que Merlin quiser”.
Príncipe saiu
do quarto na hora de dar a primeira aula do dia, Severo avisou a ele para não
saísse do programa, que era só escrever a poção no quadro deixar todo mundo
fazer a poção, e ao final, que ele só teria que pegar as amostras. Príncipe
debochou dele dizendo que tinha vinte anos que ele ouvia-o dar aulas de poções
e que sabia de cor como fazer. Severo calou-se e viu o seu pinto tomar conta da
aula do primeiro ano da sonserina.
A poção que
Severo tinha preparado para ser dada era a morto vivo. Mas como era de se
espera, se assustou ao ver que o Príncipe estava passando uma outra. A poção
que o príncipe passara e explicara, era uma que não estava no programa, uma que
ele havia desenvolvido no tempo de comensal para poder facilitar suas descobertas
como agente duplo. Ela se chamava ‘Vinium
Veritas’, e era basicamente uma poção que transformava qualquer bebida normal,
em uma bebida alcoólica fortíssima, mas sem alterar gosto. Ele usava para fazer
as pessoas falarem mais do que deviam, pois como resultado do porre que ficavam
seus alvos, ele podia extrair mais informações, afinal, bêbado sempre fala
demais.
Severo ficou
pensando no que o Príncipe pretendia com isso. O fim da aula chegou e o Príncipe
escreveu algo no quadro que causou um tremendo alvoroço na sala. Snape ficou
curioso. Não podia ser nada de bom... Mas não tinha como descobrir, e sabia que
mesmo que perguntasse não seria informado.
As
aulas antes do almoço foram uma tortura. O Príncipe também deu aulas para a
turma do sétimo ano da Corvinal, e para o primeiro ano da Lufa-Lufa... Ao
menos, as aulas dessas turmas, o Príncipe havia seguido o programa. Porém,
fazia piadas, e distribuía alguns pontos para as alunas gostosas da Corvinal.
Em fim, com
alívio, Severo viu a hora do almoço chegar. Aparentemente Severo julgou que
tudo tinha ido mais ou menos bem. Quanto a aula da sonserina, ele pensava que
de todas as poções sórdidas que o Príncipe poderia ter ensinado, essa era a menos
pior, estava ate aliviado.
Ele não sabia
por que estavam demorando tanto para chegar ao grande salão para o almoço. O
príncipe parecia estar enrolando para chegar... Quando eles chegaram à porta do
salão, Severo ouviu um burburinho vindo da mesa dos professores. Eram umas
vozes arrastadas como de bêbados, e algumas exaltadas.
Ele logo percebeu
o que estava acontecendo: Os Sonserinos, estimulados pelo Príncipe, tinham
batizado o suco de abóbora dos professores com a poção que o ele havia ensinado.
Eles estavam todos de porre. Era o fim, os professores de Hogwarts de porre, o que
as pessoas não iriam dizer? E quem ia acreditar que foi armação?
Severo se
enfezou e resolveu falar:
– Príncipe, o
que você acha que está fazendo? Isso vai gerar conseqüências! Você está descumprindo
nosso trato!
O príncipe não
se abalou e falou calmamente:
– Não estou
não, você disse que ficaria quieto se eu não fizesse nada que pudesse comprometer
a SUA vida, e eu não fiz. Isso aqui no máximo vai gerar uma grande ressaca
nesse bando de babacas.
Snape teve
vontade de socar o príncipe, se ele tivesse braços com certeza o faria, mas em
sua atual situação não permitia nada mais do que reclamar. Era triste ser um
pinto.
No salão
principal a coisa estava fora de controle. Os alunos olhavam tudo sem entender.
A confusão estava institucionalizada.
Minerva estava
sentada no colo de Dumbledore, ela ria alto do professor Flitwick que dançava
sobre a mesa ou som de Rúbeo Hagrid que cantava uma musica de bar inglesa.
A professora Sibila,
mais bêbada do que seu Xares geralmente à deixava, gritava a todos que previa
que o dia seria ótimo e que todos iriam se divertir muito! Quanto mais alto ela
gritava, mais a professora Hooch chorava dizendo que ninguém no mundo a
entendia. A professora Sinistra acabava de deitar o rosto sobre a mesa e pegara
no sono.
O Príncipe via
tudo com ‘gozo’, ele tinha que se conter para não gargalhar da cara de todo
mundo, era a coisa mais engraçada que ele já tinha visto.
Hermione, Ron
e Harry estavam olhando para tudo sem entender, eles não podiam conceber que
seus professores tivessem tomado um porre por vontade própria, isso só poderia
ter sido armação de ‘alguém’, olharam para a mesa dos Sonserinos: Todos riam soltos
do que estava acontecendo. O Trio soube ai, que eles deveriam ter algo haver
com o acontecimento.
Hermione resolveu
ver como Snape estava... Mas para sua surpresa, ele ainda não estava na mesa.
Ela olhou à volta e viu o mestre entrando com um grande sorriso, gingando o
corpo por baixo da capa farfalhante e estalando os dedos como se estivesse
ouvindo uma musica em quanto andava. Era certo que aquele não era um
comportamento normal.
Ela o havia
procurado para saber se ele também estava mancomunado com o ocorrido. Observou-o
chegar à mesa, e em seguida viu o homem que antes sempre austero, se dobrava de
rir com alguma coisa que Sibila estava falando. Concluiu com isso, que ele
também deveria estar bêbado, pois o professor nunca agiria daquela forma em sã
consciência. Teve pena dos Sonserinos, pois se tinha feito algo para Snape,
quando este voltasse a si, daria a eles um corretivo pior que a morte, pior até
do que a expulsão de Hogwarts.
A jovem ainda
olhava para a mesa quando viu o professor Dumbledore dar um enorme beijo na
boca da McGonagall. Teve uma sensação estranha, lembrou-se do selinho que
trocara com o professor Snape e sentiu um arrepio, olhou para ele e notou que
ele a olhava de modo estranho, como se ela fosse sua próxima presa, como se ela
não perdesse por esperar. Teve vontade de correr e trancar-se na torre de Grifinória
até o fim dos tempos, mas algo dentro dela pedia que ela esperasse para ver no
que aquele olhar ia dar.
O príncipe
tinha planos para Hermione, ele a olhava no salão e pensava em como resolver de
vez a situação do Severo, ele tinha que afastar a menina dele de qualquer
forma, ela tinha que ficar com tanto medo dele que só de vê-lo iria sair
correndo, fugindo para debaixo da saia de Dumbledore, que ele sabia, não queria
que a jovem se deitasse com Severo.
Ficara a
semana toda pensado num plano, e agora, que ele estava no comando iria resolver
tudo do seu jeito, iria assustar a garota de vez – Ele pensou malevolamente.
Resolveu
prestar a atenção quando a Grifinória saísse do almoço. Entre risos e piadas
que contava aos professores que estavam bêbados à mesa, ele a observava. Viu
quando ela saiu deixando os dois colegas bobocas bolando um plano para trazer
os professores bêbados de volta à razão.
Seguiu-a.
Percebeu que ela tomara o rumo do lago. Caminhou discretamente, tentando não
ser percebido. Estava quase a alcançando. Viu quando ela parou e sentou-se em
uma pedra na beiradinha do lago. Andou silenciosamente, era uma presa fácil ali
sozinha, com todo aquele tumulto no salão principal. Ele observou quando ela
largou um livro do lado e tirou os sapatos e os meões do uniforme. Estava agora
descalça com os pés na água, chutava de mancinho criando ondinhas suaves sobre
a superfície.
Severo dentro
da calça estava imaginando o que o príncipe estava fazendo, ele não fazia idéia
do que estava por vir.
O príncipe se
aproximou por traz da garota, e de uma vez passou a mão pela cintura de
Hermione e a levantou nos braços.
A moça levou
um susto e quando deu por si já estava virada e encarava o Príncipe a poucos
centímetros de seu rosto.
Severo sentiu
um esbarrão, parecia que um corpo havia se chocado contra do dele, mas não
sabia o que estava acontecendo.
Hermione
sentiu uma falta de ar... Sentir o corpo de seu professor assim tão perto, era
mais estimulante que só lembrar do selinho que haviam trocado. Suas pernas
bambearam, e ela teve que se apoiar contra o corpo do homem para não cair no
chão.
O Príncipe se
assustou com a reação dela, achou que se tentasse pega-la de surpresa ela iria
gritar e tentar se desvencilhar dele, e não se derreter toda em seus braços! Percebeu
então que teria que pegar mais pesado. Começou a passar a mão pelas costas da
jovem, massageando e subindo até bem próximo a nuca. Olhou para ver o resultado
e ela parecia mais entregue do que nunca.
Severo sentiu
algo estranho acontecendo com ele, seu corpo de pinto estava ficando inchado,
ele estava tendo uma ereção, imaginou, por tanto, que o corpo que se chocou
contra ele deveria ser uma mulher. Além disso, sentia calor... Um calor na
alma... Algo quente e satisfatório.
Hermione achou
que jamais em toda sua vida já estivera tão excitada, ela estava molhada e
tonta, nunca imaginou que seu professor, o frio e distante mestre de poções,
teria uma mão tão devastadoramente sensual e nem que ele podia tocá-la de uma
forma tão avassaladora.
O príncipe não
sabia o que fazer, ele não tinha previsto nada disso, as reações dela o
assustavam, não era isso que ele pretendia. O que queria era expurgá-la, e não
seduzi-la! Mas devia continuar com o plano, iria até o fim e conseguiria
assusta-la!
Enfiou o rosto
no pescoço de Hermione e cheirou seus cabelos, não é que a garota tinha um
cheiro gostoso? Sentiu algo morno em seu peito, e um formigamento em seu pênis,
ele estava ficando excitado com tudo aquilo.
Tudo era novo
para ele, a sensação de se excitar por inteiro, de sentir-se arrepiado da ponta
dos dedos dos pés até a nuca, de desejar um contato maior que entrar apenas
dentro de uma mulher. Ele queria tocá-la, ele tentou se conter, não conseguiu e
começou a beijar a pele do pescoço da moça, ele provou-a, chupou-a, e a beijou.
Hermione jogou
a cabeça para traz, oferecendo o pescoço para dar mais espaço a exploração do Príncipe.
As mãos do
homem começaram a buscar os seios da jovem, ele os tocou e apertou,
experimentando os mamilos dela rijos em suas palmas. Sentiu os quadris dela se
movimentarem de encontro a ele, forçando-se e esfregando-se contra seu pênis,
que já estava completamente duro.
Snape, em sua
posição, sentia-se maravilhado... Era uma sensação deliciosa... Mas de certa
forma, temia pelo que estava por vir... Sentia que conhecia, mesmo sem ver, a
mulher que estava com o Príncipe, ele reconheceu o cheiro e o calor do corpo
que se esfregava despudoradamente contra ele (uma grande e perceptível ereção).
Mas não. Não podia ser. Ele recusava-se a acreditar que fosse ‘ELA’.
Hermione
sentia o prazer verter, e ao sentir-lo duro contra o meio de suas pernas ela resfolegou
e falou em um suspiro:
– Professor
Snape!
Dentro da
calça, Severo reconheceu a voz, o Príncipe estava agarrando a ‘sua’ Hermione!
Ele sentiu algo entranho. Algo que ele nunca tinha sentido antes em toda sua
vida. Era uma raiva, uma gana de morte. Sentia como se algo que fosse dele
estivesse sendo retirado de sua vida. Hermione era para ele e não para o Príncipe!
Quem deveria estar abraçando-a era ele, por um instante parou e pensou no que era
aquilo que estava sentindo, mas a raiva era tanta que não podia raciocinar
direito.
Hermione segurou
o rosto do professor em suas mãos, fixou os olhos nos dele e o beijou. Não um
selinho, mas um beijo quente e profundo. O príncipe nunca tinha beijado uma
mulher, ele se assustou um pouco quando sentiu a língua da jovem tentando
invadir sua boca. Ele correspondeu ao beijo, passou os braços com mais força em
volta da moça. Seus lábios se entrelaçaram, um calor intenso tomou conta de seu
corpo todo.
Severo sentiu
a mudança do clima e ficou mais furioso, ele não sabia de onde vinha tanta
raiva, mas ao mesmo tempo sentia a necessidade maravilhosa de que o maldito Príncipe
continuasse. Queria... Queria... Merlin... Queria estar dentro de Hermione!
Príncipe começou
a ficar com medo, ele pensado que assustaria a garota sendo tão abusado, mas
pelo visto ela não se assustava fácil. Ele achou que se tentasse seduzi-la ela
iria fugir dele, mas pelo contraria ela o estava devorando! Seu coração
disparou, ele não tinha intenção de levá-la para a cama. Na verdade, era
exatamente isso que ele queria evitar que Severo fizesse. Resolveu que tinha
que sair dali antes que ele mesmo se condenasse. Tinha que dar o fora nela,
falar algo sujo para ofendê-la e afasta-la! Ele precisava de um tapa na cara
urgente! Preparou-se e soltou a perola:
- Você é uma
putinha mesmo, uma cadela no cio, foi só eu encoxar que você se abriu toda para
mim. – Pronto, ele tinha dito, agora ela iria se afastar dele de vez!
Severo, dentro
da calça, sentiu um ímpeto de gritar e contar de uma vez tudo que estava
acontecendo para Hermione. Quem sabe ela se apiedasse dele e cooperasse se
entregando por uma vez a ele. Mas o que ele não suportaria era vê-la magoada
por aquele Príncipe do inferno! Mas antes que pudesse tomar coragem para falar,
um gemido foi ouvido:
- Uhhhmmm - Hermione
ouviu tudo que lhe foi dito e sentiu um arrepio de tesão percorrer seu corpo,
ela estava gostando daquele tratamento informal, nunca imaginara que palavrões
poderiam excita-la, mas estava vendo que eles tinham efeitos poderosos sobre
sua libido. Levantou a mão como se fosse dar um tapa no professor. O príncipe
comemorou a possibilidade, no entanto, ao invés de socá-lo ela passou os dedos
sobre os lábios dele, penetrando a ponta do indicador, e depois levou aos seus
próprios chupando o dedo numa cena que fez o príncipe sentir arrepios por todo
o corpo.
Não era
possível! Mas que garota atirada! Ele finalmente se deu por vencido. Afastou-se
dela, e sem a menor explicação, deu meia vota e saiu correndo feito diabo que
foge da cruz.
Hermione olhou
abobalhada o homem de negro correndo para longe dela como se sua vida
dependesse daquilo. Supôs que o mestre fugira, pois ela era uma aluna, e ele um
professor... E que, portanto, já haviam ido longe de mais.
O Príncipe
alcançou afoito as portas de entrada do castelo, e correu para as masmorras,
para seu quarto. Chegando, foi para o banheiro e com um feitiço encheu a
banheira de água e gelo. Aquele negócio de ter corpo era muito complicado! Era
muito mais fácil ser um pinto.
Severo não
sabia bem o que tinha acontecido, mas, ao sentir a água gelada retraindo-o, ele
teve certeza de que o plano de seu príncipe havia dado errado. Em seu intimo
sentiu um misto de raiva e vitória, pois a reação de Hermione foi reveladora
para ele. Agora ele sabia que ela seria sua, com príncipe atrapalhando ou não
ela estaria na sua cama brevemente.
ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
Nota da Leyla Poth.
O Seve no pinto....... No
próximo... A vingança do pinto kkkkkkkkkkkkk
sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
(Sabrina) – E ai Sophy? Que achou
do capítulo?
(Sophia) - Pfffffff! *tentando segurar a risada*
HAHahahahahaha! Vcs são doidas!
(Samanta)- Kara, eu não conseguia
parar de rir! Serião. Nem consegui por muita coisa no meio... Já tava super
dupper chocante quando vc me mandou!!! Maior engraçado! E aqueles professores
bêbados? Auhauhauh Bem a cara do Hagrid ficar entoando canções de bar!Auhauhauha.
(Sabrina)- E você Sperrow? O que
achou? Foi assim que você imaginou quando me deu a idéia da troca de papéis
entre o Sev e o Peru???
(Sperrow)- Na verdade eu havia
imaginado algo mais devasso... Mas tah bom assim *torcendo o nariz* .
(Sabrina)- Affe... Tah bom então...*carinha
triste*
(Samanta)- Oxi! Eu achei que a
Sabry pegou pesado... Principalmente com o beijo da Minerva e do Dumbledore! XD
(Sperrow)- Podia ser
pior...*olhar maligno*
(Sabrina)- Ah é? Então espera só!
Ainda tem muita coisa pra acontecer até a noite! Vai esperando! Ehehehehehe
(Samanta)- Affe... *com medo* Se
isso foi só a entrada, eu nem quero saber como vai ser o prato principal!
(Sophia)- Isso quer dizer que
vocês ainda vão complicar um ‘pouco’ mais a vida do Sevye?
(Sabrina)- Claaaaro! Achou que
ficaria só nisso é?
(Sophia)- Hmnnn... Desde que o
Sevye se de bem no final...*olhar sacana*
(Sabrina)- Não se preocupa. Essa
fic já tah toda planejada. E venhamos e convenhamos. Todas nos somos fãs do
Sevuxo, nunca que colocaríamos ele numa furada...*cara de quem não pensou no
duplo sentido*
(TODOS RINDO A DOIDADO) – TCHAUUUUUU!
.jpg)
Um comentário:
KKKKKKKKK...
quanto vi q o Sev trocou de lugar com o principe quase morri de rir.
Eu agei q o Principe iria atrapalhar o Sev com a Hermione e a unica coisa q faz é aproximar os dois e é isso q deixa mais engracado pq c o Sev fose fazer isso sozinho iria demorar uma vida toda.
E a hermione esta certa pq c fosse eu no lugar dela tbm agarraria ele.Kkkk...
Louka pelo proximo cap.
:p
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